Teresina - PI, Quinta Feira, 02 de Julho de 2026
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Dor crônica: O seu estilo de vida pode estar aumentando suas dores

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Milhões de pessoas convivem diariamente com dores persistentes nas costas, joelhos, ombros, quadris e outras regiões do corpo. Em muitos casos, a atenção costuma se concentrar apenas na lesão ou na condição que originou o problema, mas, fatores ligados ao estilo de vida também exercem um papel importante na forma como a dor se manifesta.

Sono inadequado, sedentarismo, estresse constante, alimentação desequilibrada e até aspectos emocionais podem contribuir para aumentar a percepção dolorosa e dificultar a recuperação.

De acordo com o ortopedista especialista em células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, a dor não depende apenas da lesão em si.

“O estilo de vida influencia bastante na intensidade com a qual a dor vai se manifestar. Duas pessoas com quadros físicos semelhantes podem apresentar experiências completamente diferentes em relação à dor dependendo dos hábitos que mantêm no dia a dia”, afirma.

O papel do cérebro na percepção da dor

Embora a dor tenha uma origem física em muitos casos, ela é processada pelo sistema nervoso, especialmente pelo cérebro, isso significa que fatores como ansiedade, estresse, medo do movimento e fadiga podem amplificar os sinais dolorosos enviados pelo organismo.

Quando o corpo permanece por longos períodos em estado de alerta, ocorre uma maior sensibilização do sistema nervoso, fazendo com que estímulos que normalmente seriam toleráveis passem a ser percebidos como mais dolorosos.

“A dor é uma experiência complexa. Existe a lesão física, mas também existe a forma como o cérebro interpreta e responde a essa informação”, explica o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

Sedentarismo pode agravar o problema

Muitas pessoas acreditam que sentir dor é um motivo para evitar qualquer atividade física. Em alguns casos específicos isso pode ser necessário temporariamente, mas a inatividade prolongada costuma gerar o efeito contrário, pela falta de produção de miocinas que são enzimas musculares moduladoras das dores.

A falta de movimento favorece a perda de massa muscular, reduz a mobilidade articular e compromete a estabilidade do corpo, fatores que podem aumentar desconfortos e limitações funcionais, além disso, exercícios adequadamente orientados estimulam a liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar e ao controle natural da dor.

Sono ruim e dores caminham juntos

A relação entre sono e dor é uma das mais estudadas atualmente. Pessoas que dormem mal tendem a apresentar maior sensibilidade dolorosa, enquanto dores persistentes também podem prejudicar a qualidade do descanso, criando um ciclo difícil de interromper. A privação de sono afeta mecanismos importantes de recuperação tecidual, regulação hormonal e controle inflamatório.

“Dormir bem não é apenas uma questão de descanso. O sono participa ativamente dos processos de recuperação do organismo”, destaca o especialista.

Estresse também afeta o corpo

Situações de pressão constante, preocupações excessivas e altos níveis de estresse podem provocar aumento da tensão muscular e alterações fisiológicas associadas à inflamação e à percepção dolorosa.

Muitas pessoas percebem piora das dores em períodos de maior desgaste emocional, mesmo sem mudanças significativas na lesão original, por isso, estratégias voltadas ao equilíbrio emocional podem fazer parte do cuidado integral da dor crônica.

Uma abordagem além da lesão

O tratamento moderno da dor crônica tem caminhado cada vez mais para uma visão integrada, que considera não apenas a estrutura lesionada, mas também fatores físicos, emocionais e comportamentais.

“O tratamento não deve focar exclusivamente na dor ou na lesão. Precisamos olhar para a pessoa como um todo. Sono, atividade física, saúde emocional e hábitos de vida fazem parte da recuperação e podem influenciar diretamente os resultados”, conclui o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

 

Fonte: Portal CidadeVerde.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://cidadeverde.com/noticias/458646/dor-cronica-o-seu-estilo-de-vida-pode-estar-aumentando-suas-dores

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