Teresina - PI, Segunda Feira, 23 de Fevereiro de 2026
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Jejum intermitente não é superior a dietas para emagrecer; diz pesquisa

Estudo com quase 2 mil adultos mostra resultado diferente do habitual conhecido.

 

Jejum intermitente não é tão eficaz, diz estudo | FreepikJejum intermitente não é tão eficaz, diz estudo | Foto: Freepik
 

O jejum intermitente, popularizado como método rápido para emagrecer, não demonstra superioridade em relação às dietas tradicionais. É o que indica uma revisão recente publicada na Cochrane Library, que reuniu e analisou as principais evidências científicas disponíveis sobre o tema.

O levantamento considerou 22 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 1.995 adultos acompanhados por até 12 meses em países da América do Norte, Europa, China, Austrália e América do Sul. Os estudos, divulgados entre 2016 e 2024, avaliaram diferentes estratégias, como jejum em dias alternados, modelo 5:2 e alimentação com restrição de horário.

De acordo com os autores, a comparação entre o jejum intermitente e a orientação alimentar convencional revelou pouca ou nenhuma diferença na perda de peso ou na qualidade de vida dos participantes. Na prática, limitar dias ou horários de alimentação não resultou em desempenho superior ao de dietas tradicionais. A redução média observada foi de cerca de 3% do peso corporal, percentual inferior aos 5% considerados clinicamente relevantes por especialistas.

A revisão destaca que as abordagens analisadas “não diferiram em alcançar perda de peso, não produzindo mudanças clinicamente significativas na maioria dos desfechos considerados”.

O pesquisador Luis Garegnani, autor principal do estudo, adotou um tom cauteloso ao comentar os resultados. Em nota divulgada pela Cochrane Library, afirmou que o jejum intermitente “simplesmente não parece funcionar” como estratégia diferenciada para adultos com sobrepeso ou obesidade. Segundo ele, embora possa ser uma alternativa viável para algumas pessoas, não há evidências que justifiquem o entusiasmo observado nas redes sociais.

Ao jornal The Guardian, Garegnani afirmou que a prática não deve ser vista como solução milagrosa. Para ele, os resultados tendem a ser semelhantes aos obtidos com métodos alimentares tradicionais, sem vantagens claras, mas também sem indícios de que seja pior.

Os autores também chamam atenção para limitações na qualidade dos estudos avaliados. Em relação a possíveis efeitos adversos, a conclusão foi de que o jejum intermitente pode apresentar pouca ou nenhuma diferença nesse aspecto, mas as evidências ainda são consideradas incertas.

Fonte: Portal MeioNews.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://www.meionews.com/bem-estar/jejum-intermitente-nao-e-superior-a-dietas-para-emagrecer-diz-pesquisa-556085

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