Jogador do Santos FC teve um prejuízo e pede uma indenização de US$ 600 mil. Esta é mais uma das ações em que a empresa de Doni é acusada de não cumprir contratos
Ex-goleiro Doniéber Alexander Marangon, o Doni (à esquerda), está sendo processado pelo jogador Willian Souza Arão da Silva | Foto: Reprodução
O jogador do SantosFC, Willian Souza Arão da Silva, entrou com um processo contra o ex-goleiro da SeleçãoBrasileira, Doniéber Alexander Marangon, conhecido como Doni, e uma empresa em que ele é sócio nos Estados Unidos. De acordo com a ação judicial o atleta afirma que teve um prejuízo de US$ 200 mil ao investir em um projeto imobiliário.
Este é mais um dos processos na Justiça dos Estados Unidos em que a empresa do ex-goleiro é acusada de não cumprir contratos que previam a construção de imóveis na Flórida. Segundo relatos feitos à imprensa local, a D32 Wholesale deixou de entregar projetos imobiliários, causou transtornos urbanos pelo abandono de construções e não devolveu valores pagos por investidores.
NEGOU ACUSAÇÕES
Em nota encaminhada ao g1, o ex-goleiro negou as acusações contra ele e disse que a empresa passa por um processo de reestruturação societária e administrativa, movimento que envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão (veja mais abaixo).
A ação de Willian Arão foi iniciada em 16 de setembro de 2025 com o pedido de uma indenização de US$ 600 mil, o equivalente a mais de R$ 3 milhões, além do pagamento dos honorários advocatícios e custas processuais. Além de Doni, outras quatro pessoas (sócios) são réus no processo.
VEJA A NOTA DO EX-GOLEIRO
“Diante de recentes publicações que associam meu nome a processo judicial em trâmite no Estado da Flórida (EUA), venho a público esclarecer os fatos.
Sou sócio, há mais de oito anos, de uma incorporadora que atua na região central da Flórida e que atualmente passa por um processo de reestruturação societária e administrativa, em razão da integração com duas empresas consolidadas do setor da construção no Brasil e nos Estados Unidos. Esse movimento envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão.
Nesse contexto, surgiram divergências comerciais pontuais com determinados clientes — situação comum em empreendimentos de grande porte, todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade.
Esclareço, de forma categórica, que não existe qualquer pedido de prisão. Na audiência realizada nesta data, o advogado da empresa compareceu regularmente, tendo sido confirmado pelo magistrado que toda a documentação solicitada já havia sido entregue previamente.
O juiz reconheceu o cumprimento integral das obrigações judiciais, validando que estamos plenamente em dia (“up to date”).
A atuação jurídica da empresa tem sido diligente e transparente, com total colaboração às autoridades competentes, visando à adequada condução dos processos e à continuidade da reestruturação em curso.
Com informações do g1.
