Doença rara, mas evitável, também provocou mais de 2,3 mil mortes em cinco anos
Câncer de pênis leva à amputação em 2,9 mil casos no Brasil | Foto: ReproduçãoDoença rara, mas com impactos graves
“O câncer de pênis é um tumor totalmente evitável, muito ligado às condições de higiene. É preciso ensinar desde cedo os meninos a como lavar e seguir uma boa higiene na vida adulta”, explica o oncologista Ariê Carneiro, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Higiene e HPV estão entre os principais fatores
De acordo com especialistas, a falta de higiene íntima adequada é um dos principais fatores de risco, especialmente em homens que possuem prepúcio. O acúmulo de urina e secreções pode provocar inflamações crônicas, favorecendo o surgimento do câncer.
Além disso, a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) está diretamente associada ao desenvolvimento da doença, reforçando a importância da vacinação e do uso de preservativos como medidas preventivas.
Principais formas de prevenção
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destaca algumas ações fundamentais para reduzir o risco do câncer de pênis:
- Higiene diária do pênis, com água e sabão, puxando o prepúcio para limpar a glande, especialmente após relações sexuais;
- Vacinação contra o HPV, disponível no SUS para públicos específicos e na rede privada para todas as idades;
- Postectomia (retirada do prepúcio) em casos em que a pele impede a higienização adequada;
- Uso de preservativo, reduzindo o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Sinais de alerta exigem atenção imediata
A incidência do câncer de pênis é maior entre homens de 50 a 70 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. Os especialistas alertam para sintomas que não devem ser ignorados, como:
- feridas que não cicatrizam;
- verrugas ou caroços persistentes;
- secreção com odor forte sob o prepúcio;
- áreas endurecidas ou avermelhadas;
- sangramentos na glande;
- coceira persistente.
Ao identificar qualquer alteração, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Diagnóstico precoce evita amputações
Os médicos ressaltam que, quando identificado nos estágios iniciais, o câncer de pênis pode ser tratado de forma menos agressiva, com a retirada apenas do tumor e preservação do órgão.
“É preciso que o homem adote o hábito de ‘autoexame’. De olhar o pênis, tirar a pele para ver se tem alguma alteração e estar atento a qualquer sinal”, reforça o especialista.
A informação e a prevenção continuam sendo as principais armas para reduzir os casos de um câncer que, apesar de raro, ainda provoca mutilações e mortes evitáveis no país.
