Teresina - PI, Sexta Feira, 03 de Julho de 2026
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Hepatites B e C: o perigo das doenças que só dão sinais em estágios avançados

dor barriga

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil. Muitas vezes silenciosas, especialmente nos casos das hepatites B e C, essas doenças podem permanecer anos sem apresentar sintomas, enquanto provocam danos progressivos ao fígado. Quando descobertas tardiamente, podem evoluir para complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais. Desse total, cerca de 302 mil foram de hepatite B e mais de 342 mil de hepatite C, os dois tipos mais associados às formas crônicas da doença.

O impacto também aparece nos indicadores de mortalidade. Em 2022, foram registrados 1.316 óbitos relacionados às hepatites virais no país. A hepatite C respondeu por 917 dessas mortes, enquanto a hepatite B foi responsável por 343. Grande parte desses casos está associada justamente ao diagnóstico tardio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 304 milhões de pessoas vivem com infecção crônica pelos vírus das hepatites B ou C em todo o mundo. A doença provoca aproximadamente 1,3 milhão de mortes anuais, principalmente por cirrose e câncer hepático.

De acordo com Kátia Fernandes, gastroenterologista, o maior perigo está justamente na ausência de sintomas nas fases iniciais. “As hepatites B e C são consideradas doenças silenciosas porque, na maioria dos casos, não causam nenhum sintoma durante muitos anos. O paciente pode se sentir perfeitamente saudável enquanto o fígado sofre uma inflamação crônica. Muitas vezes, o diagnóstico acontece apenas quando já existem sinais de cirrose ou até mesmo de câncer hepático”, explica.

A especialista ressalta que sinais como cansaço excessivo, desconforto abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e perda de peso costumam surgir apenas em estágios mais avançados da doença.

“Por isso, a realização dos testes é fundamental. Hoje existem exames rápidos, seguros e acessíveis. Quanto mais cedo a infecção for identificada, maiores são as chances de controle da hepatite B e de cura da hepatite C, evitando complicações graves no futuro”, afirma a médica da Clínica SiM.

Como ocorre a transmissão?

A hepatite B pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados, contato com sangue infectado e de mãe para filho durante a gestação ou o parto. Já a hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado.

A prevenção inclui a vacinação contra a hepatite B, uso de preservativos, não compartilhamento de objetos pessoais como lâminas, alicates e seringas, além da realização periódica de exames, especialmente para pessoas com fatores de risco.

 

Diagnóstico precoce salva vidas

Durante o Julho Amarelo, mês de conscientização sobre as hepatites virais, especialistas reforçam que um simples teste pode fazer toda a diferença.

“Temos ferramentas eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar essas doenças. O grande desafio ainda é fazer com que as pessoas procurem os serviços de saúde antes do aparecimento dos sintomas. Nas hepatites virais, descobrir cedo significa proteger o fígado e preservar a qualidade de vida”, conclui a médica.

A testagem para hepatites virais pode ser realizada por meio de exames laboratoriais e testes rápidos, indicados principalmente para adultos que nunca fizeram investigação prévia da doença, pessoas com histórico de exposição a fatores de risco e indivíduos acima de 40 anos que nunca foram testados.

 

Fonte: Portal CidadeVerde.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://cidadeverde.com/noticias/458714/hepatites-b-e-c-o-perigo-das-doencas-que-so-dao-sinais-em-estagios-avancados

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