Teresina - PI, Quinta Feira, 11 de Junho de 2026
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EUA diz árbitro da Somália barrado para a Copa é suspeito de terrorismo

Omar Abdulkadir Artan estava escalado para a Copa do Mundo, mas teve entrada negada pelas autoridades americanas

 

 Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan |  Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty ImagesÁrbitro somali Omar Abdulkadir Artan | Foto: Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido selecionado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para atuar na Copa do Mundo de 2026, foi impedido de entrar nos Estados Unidos após ser considerado inadmissível pelas autoridades do país. O caso ganhou repercussão internacional nesta semana após o governo norte-americano afirmar que encontrou informações que apontariam possíveis vínculos do profissional com suspeitos ligados a organizações terroristas.

Segundo comunicado divulgado pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) à emissora Fox News, a decisão foi tomada após uma análise aprofundada dos dados do árbitro. De acordo com as autoridades, foram identificadas informações consideradas comprometedoras durante o processo de verificação migratória.

Governo dos EUA cita suspeita de ligação com terrorismo

Em nota, o governo americano informou que Omar Abdulkadir Artan teve a entrada recusada com base na Lei de Imigração e Nacionalidade (INA).

“Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade”, afirmou o órgão.

As autoridades também informaram que o árbitro recebeu a documentação referente à negativa de entrada e ao processo de remoção expedita previsto na legislação migratória norte-americana.

“O governo do presidente Donald Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país, ponto final”, concluiu o comunicado.

 

Árbitro estava escalado para a Copa do Mundo

Omar Abdulkadir Artan integrava a lista de árbitros selecionados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para atuar no Mundial. Apesar do apoio da Embaixada da Somália, as autoridades dos Estados Unidos mantiveram a decisão de negar sua entrada no país.

Com isso, o profissional ficou fora da competição, que começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em território norte-americano, além de Canadá e México.

A situação gerou repercussão nos bastidores do torneio e levantou questionamentos sobre a participação de profissionais estrangeiros em eventos internacionais realizados nos Estados Unidos.

Infantino lamenta exclusão do árbitro

Durante entrevista coletiva antes da abertura da Copa do Mundo, o presidente da FifaGianni Infantino, comentou o caso e lamentou a ausência do árbitro somali na competição.

“É uma pena o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Sempre tentamos achar soluções, mas temos de entender que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva”, afirmou.

Infantino também ressaltou que a entidade busca promover integração entre os países por meio do esporte.

“Queremos unir o mundo e se posso pedir uma coisa. Podem me criticar. Mas promovam a unidade no mundo”, declarou o dirigente.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as supostas ligações mencionadas pelas autoridades americanas. A Fifa também não informou quem substituirá oficialmente o árbitro somali no quadro de arbitragem do torneio.

Fonte: Portal MeioNews.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://www.meionews.com/esportes/eua-diz-arbitro-da-somalia-barrado-para-a-copa-e-suspeito-de-terrorismo-566317

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