
Motoristas por aplicativo denunciam o uso de contas alugadas e perfis falsos nas plataformas de mobilidade urbana em Teresina. Segundo relatos, usuários chegam a pagar cerca de R$ 50 por semana para utilizar contas de terceiros ou comprar perfis falsos por, no mínimo, R$ 300.
O diretor de Relações Institucionais do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores por Aplicativos do Piauí (SINDMAPI), Érico da Luta, afirmou que a entidade já tomou conhecimento dos casos e solicitou reunião com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e com as plataformas para discutir o problema.
“Essa pauta ganhou força em razão dos acontecimentos de criminosos travestidos de motoristas de aplicativo atuando dentro das plataformas. As plataformas estão vulneráveis a elementos da criminalidade conseguindo atuar dentro da plataforma, e o sindicato precisa combater, precisa chamar os aplicativos para essa discussão, porque isso nos remete a um prejuízo na credibilidade do trabalhador, na segurança do próprio trabalhador e dos passageiros. Nós vamos para cima nessa luta, e a Secretaria de Segurança e as plataformas precisam também ser chamadas para essa situação, que aqui no Piauí já está se tornando gritante”, explicou.
A situação ocorre em meio a operações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí e pela Polícia Militar do Piauí, que apontam o uso de motoristas de aplicativo por grupos criminosos para o transporte de drogas.
No início do mês, quase uma tonelada de entorpecentes foi apreendida em um sítio entre Caxias e Timon, no Maranhão. De acordo com o delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o local seria utilizado por uma facção criminosa, que recorria a motoristas por aplicativo para levar drogas até Teresina.
Já nesta quinta-feira (23), um motorista de aplicativo foi preso com mais de 100 quilos de maconha em um imóvel apontado como depósito de drogas na zona Sudeste da capital. Segundo a polícia, ele utilizava a atividade como fachada enquanto atuava na logística do tráfico. Ele seria responsável por guardar a droga e realizar a distribuição para pontos de venda.
Outro caso recente, ocorrido em 12 de abril, envolve um motorista com antecedente criminal que está foragido após atirar em um publicitário durante uma discussão no bairro São Pedro, na zona Sul de Teresina.
Apesar da sequência de ocorrências, o sindicato avalia que os casos criminais ainda representam uma parcela pequena da categoria, mas têm gerado um impacto negativo na imagem da profissão.
“Nós temos quatro casos próximos um do outro, e uma comunidade de trabalhadores acima de cinco mil. Isso representa menos de 0,1%, mas causa um estardalhaço de notícias ruins e de descredibilidade, e a gente precisa frear isso”, finalizou Érico da Luta.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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