Ministros vão julgar duas ações do PSD, que tratam do modelo da eleição – direta ou indireta – e outras regras sobre a disputa. Governador eleito em 2022 renunciou e está inelegível.
STF vai julgar situação das eleições do Rio de Janeiro em 8 de abril | Foto: Victor Piemonte/STFO Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar nesta quarta-feira (8) às eleições para o governo do Rio de Janeiro após renúncia de Cláudio Castro. A corte colocará em debate se a escolha de um novo líder será de forma direta ou indireta.
O governo do Rio de Janeiro está sob os cuidados do presidente do Tribunal de Justiça do estado, o desembargador Ricardo Couto, desde a renúncia. Já a cadeira da vice-governadoria está vazia desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha saiu do cargo para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Quem poderia assumir o cargo seria o então presidente da Assembleia do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, que não pôde assumir: além de também ter sido cassado pelo TSE, ele foi preso no fim de março.
ELEIÇÕES DIRETAS ou INDIRETAS
A Corte deve decidir se as eleições serão por meio da Assembleia Legislativa, de forma indireta, ou através de voto popular pelo modo direto.
Ministros do Supremo que também atuam no TSE apontam nos bastidores, que haveria um dificuldade em realizar duas eleições com voto popular tão próximas, ainda mais em um estado com um grande colégio eleitoral como o Rio.
Por isso, a eleição direta onde a população vai às urnas seria um empecilho já que precisaria no mínimo de 100 dias para a organização do processo eleitoral.
