Após o crime, o então vereador fugiu e permaneceu foragido por alguns dias. Ele se apresentou à polícia em 5 de junho, acompanhado de advogado, mas não prestou depoimento.
Professor Jhonathan Silva Simões (à esquerda) foi assassinado em Formiga; suspeito do crime é o vereador de Araújos, Lucas Lucas Coelho (à direita). | Foto: Reprodução/Redes SociaisUma audiência realizada nesta sexta-feira (20), no Fórum de Formiga, deu continuidade ao processo que apura a morte de Jhonatan Simões. O principal investigado é o ex-vereador de Araújos, Lucas Coelho, de 34 anos.
O acusado participou da sessão por videoconferência, mas optou por permanecer em silêncio, alegando não estar se sentindo bem.
ETAPA DO PROCESSO
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a audiência teve como finalidade ouvir testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa, além de reunir elementos que subsidiarão a decisão judicial sobre o envio do caso ao Tribunal do Júri.
Com o encerramento desta fase, caberá à Justiça decidir se o réu será levado a julgamento popular, já que o caso envolve crime doloso contra a vida.
MEDIDAS CAUTELARES
Lucas Coelho cumpre medidas cautelares desde julho de 2025, quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu habeas corpus e substituiu a prisão preventiva por restrições judiciais.
A defesa do investigado, representada pelo advogado Leonardo Gontijo Azevedo, foi procurada, mas não se manifestou até o momento.
RELEMBRE O CRIME
O homicídio ocorreu em 29 de maio de 2025, também em Formiga. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de um veículo à residência da vítima.
Nas gravações, o suspeito desce do carro e efetua disparos contra Jhonatan Simões, que morreu no local.
Após o crime, o então vereador fugiu e permaneceu foragido por alguns dias. Ele se apresentou à polícia em 5 de junho, acompanhado de advogado, mas não prestou depoimento.
De acordo com a Polícia Civil, o carro utilizado na ação foi alugado na cidade de Bom Despacho e devolvido posteriormente pela defesa.
O investigado foi indiciado por homicídio e renunciou ao mandato de vereador em agosto do ano passado.
RELAÇÃO MARCADA POR CONFLITOS
As investigações apontam que o relacionamento entre vítima e suspeito era conturbado, com registros de desentendimentos, agressões e ameaças ao longo de cerca de um ano.
Em fevereiro de 2025, Jhonatan Simões procurou a polícia e relatou ter sido agredido, além de denunciar danos ao seu veículo.
Segundo os investigadores, o suspeito também teria feito ameaças diretas, incluindo a frase: “Vou derramar seu sangue”.
Outro elemento analisado no inquérito indica que o relacionamento se agravou após a vítima descobrir que havia contraído HIV. Conforme relato à polícia, ela afirmou que não tinha conhecimento prévio da condição do então companheiro.
PRÓXIMOS PASSOS
Com a fase de instrução avançando, a Justiça deve decidir nos próximos passos se o caso será levado a júri popular, etapa que pode definir a responsabilização criminal do acusado.
