O excesso de telas pode causar impactos físicos e mentais quando não há intervenção
Uso excessivo de telas | Foto: Reprodução/FrepinkA exposição às telas é cada vez mais difícil de evitar. Hoje, praticamente todas as informações necessárias para se locomover, trabalhar ou se comunicar estão concentradas no ambiente digital.
A situação se agrava quando, querendo ou não, a pessoa trabalha com tecnologia ou comunicação. Nesses casos, reduzir a exposição às telas torna-se ainda mais complexo.
Mas em que momento esse uso passa a ser prejudicial à saúde física e mental? Existe um limite seguro de horas?
O MeioNews reuniu sintomas claros de que algo não vai bem e orientações sobre o que fazer em caso de excesso.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Existem sinais evidentes de que o consumo de redes sociais ou a exposição contínua a aparelhos eletrônicos já se tornaram um problema.
Entre eles estão: agitação quando se está longe do celular, necessidade constante de checar notificações, sensação de “urgência” sem motivo claro, atenção fragmentada, dificuldade para ler textos longos e alternância compulsiva entre aplicativos — um padrão de multitarefa improdutiva.
Também podem ocorrer mudanças bruscas de humor, irritabilidade e perda da qualidade do sono.
SINAIS FÍSICOS
Em alguns casos, os impactos ultrapassam o campo emocional e passam a afetar diretamente o corpo.
Dores na região do pescoço, ombros e costas tornam-se frequentes. A isso se soma a fadiga ocular, caracterizada por visão embaçada, olhos secos e dores de cabeça.
O uso excessivo também pode contribuir para o sedentarismo e para uma sensação constante de cansaço.
QUANDO PROCURAR AJUDA?
A situação merece atenção quando:
- A pessoa não consegue reduzir o tempo de uso, mesmo querendo;
- Há impacto direto nos estudos, no trabalho ou nos relacionamentos;
- O humor passa a depender das interações digitais.
Não existe um parâmetro exato de quantas horas é ideal permanecer conectado. No entanto, quando as telas começam a impactar negativamente o bem-estar, é sinal de que ajustes são necessários.
O apoio pode começar com conversas com pessoas próximas, mas também pode envolver a busca por orientação profissional, com psicólogos ou outros especialistas.
