
Constantemente, a educação encontra maneiras de se inovar e prestar serviços mais eficientes aos alunos. Uma dessas metodologias modernas que vem ganhando espaço no momento do aprendizado é a gamificação. Esse conceito tem como objetivo trazer desafios, como se fossem jogos, para estimular os estudantes a aprenderem por meio da competição. Mais do que jogar, gamificar é tornar um exercício, leitura ou outra atividade em uma tarefa mensurável, na qual o aluno consegue ver o próprio progresso ao passar por etapas e coletar pontos.
Nas escolas, um importante aspecto da gamificação é que ela seja feita em etapas, idealmente distribuídas em aulas no decorrer do ano letivo. Segundo Bruno Piatto, assessor pedagógico do programa de educação bilíngue da Somos Educação, “a gamificação pode ser implementada de diversas formas, desde transformando pequenos exercícios em competições por pontuação até adaptando leituras de grandes textos ou livros em caças ao tesouro ao redor da escola”.
Além do conhecimento linguístico, por meio da gamificação os alunos também desenvolvem habilidades socioemocionais. Comunicar-se é tentar entender o próximo, saber se colocar no lugar de outra pessoa e compreender outras culturas.
“O trabalho do professor Charles Fadel já propõe que o ensino meramente de conhecimentos técnicos não se sustenta sozinho no século XXI, quando buscamos uma sociedade íntegra, ética e colaborativa” diz Piatto.
No estudo de outro idioma, a gamificação costuma ser trabalhada de duas maneiras, a primeira é em atividades digitais, em que proporciona ao aluno um feedback instantâneo, ideal para momentos de revisão de conteúdo e estudo ágil, como: montar frases com palavras embaralhadas ou traduzir diversos elementos e expressões. No entanto, a gamificação no momento de aprender outra língua por meio de conteúdos físicos/analógicos é adequada para momentos de dúvida, na qual o estudante consegue conversar diretamente com o professor e seus colegas de classe.
“A regra de ouro é: pesquise. Estudar sobre diferentes técnicas de gamificação e tentar aplicá-las em sala de aula é fundamental” diz o assessor.
Para exemplificar melhor as vantagens da gamificação, o assessor pedagógico, Bruno Piatto, separou 5 benefícios da aplicação dessa metodologia no ensino do idioma inglês:
1. Motivação intrínseca: Chamada assim por ser aquela que vem de dentro dos estudantes e professores, por fatores que os interessam e os motivam. Quando o aluno visualiza em termos práticos seu avanço de pontuação em determinada atividade gamificada, ou quando acompanha sua equipe a passar por etapas de um jogo, ele passa a querer se esforçar mais para aprender, para dar a resposta certa, para encontrar saídas para os problemas propostos pelo professor. Ao fazer isso, sem perceber, ele está estudando e praticando, e isso serve não só para o aprendizado de língua inglesa, como de qualquer outra disciplina escolar.
2. Engajamento social: Muitas atividades sociais podem ser colaborativas, e não só competitivas. O professor pode propor que jogos sejam feitos em pequenos grupos, ou até mesmo com a turma toda se esforçando para conquistar um objetivo em comum. Se a gamificação proposta for competitiva, e se houver um ranking individual ou de equipes, é importante propor que os alunos tentem conquistar mais pontos para si mesmos ou para seu próprio time, ao invés de retirar pontos de equipes adversárias ou prejudicar o progresso de seus colegas. É por meio de competições saudáveis que se conduz os estudantes a aceitar as diferenças sociais, buscando oferecer ajuda mútua e sociabilizar.
3. Retenção de conteúdo e contextualização prática: O processo de aprendizado de uma segunda língua requer armazenamento e uso adequado de vocabulário diversificado, o que pode ser exaustivo se utilizarmos técnicas de memorização e repetição ao longo das aulas. A gamificação propõe utilização do código linguístico em contextos reais, trabalhando as funções da língua em uso genuíno. Quando trabalhada periódica e regularmente, a gamificação ajuda na fixação de palavras e estruturas linguísticas de modo divertido e natural.
4. Potencialização do aprendizado: É muito comum que conteúdos considerados difíceis ou tediosos para serem ensinados sejam absorvidos e compreendidos pelos estudantes de forma muito mais rápida quando atividades gamificadas são propostas, pois o lúdico chama a atenção dos alunos, diverte e torna o objetivo da aula muito mais atraente e dinâmico.
5. Aumento da autoconfiança dos estudantes: Boas atividades gamificadas estimulam o aluno a ser resiliente. É papel do professor demonstrar à classe que não existe fracasso aqui: o erro ao tentar se comunicar em inglês é parte do processo de aprendizagem, e é uma oportunidade para que o aluno veja que, ainda que a expressão que ele escolheu leve a falhas de comunicação, ela também o leva a pensar melhor e encontrar uma nova forma de se expressar. Em outras palavras, as atividades gamificadas estimulam o aluno a perder o medo de errar ou de ser malcompreendidos ao tentar se comunicar.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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