
A volta às aulas marca o retorno de uma maratona onde cada segundo conta. Entre o despertar e o portão da escola, a lancheira surge como um dos maiores desafios: são cinco por semana e a criatividade nem sempre acompanha o ritmo.
O medo de que o lanche volte intacto para casa gera um estresse que vai além da nutrição, atingindo a logística familiar. Atenta a isso, a mãe de duas crianças e nutricionista infantil Camila Garcia, fundadora da Davida Alimentos e infoprofutora na Hotmart, revela que o segredo não é a perfeição, mas trocar a improvisação pela estratégia.
“A lancheira é uma refeição que acontece todos os dias; ela precisa ser saudável para nutrir, mas prática para caber na vida real”, explica Camila. Para ajudar as famílias, a profissional selecionou sete dicas essenciais:
1. A Regra de Três: Não complique. Foque no trio essencial: uma fruta (fibra), um carboidrato (energia, como pães ou bolinhos) e uma proteína (saciedade, como queijos ou iogurtes). O equilíbrio entre eles evita picos de fome ou excesso de energia sem nutrientes.
2. O Domingo Estratégico: Para evitar a correria matinal, a dica é antecipar o preparo no fim de semana. Higienize as frutas e congele as receitas em porções individuais. Pães e bolinhos caseiros podem ir do freezer direto para a mochila; eles descongelam sozinhos e chegam frescos na hora do recreio.
3. Invista no que Conserva: Uma lancheira térmica e potinhos que vedam bem evitam que a fruta escureça ou que o pão fique úmido. Comida com boa aparência e textura é meio caminho andado para a aceitação da criança.
4. Equilíbrio no Volume: Observe quanto seu filho come em casa e mande porções semelhantes. Lancheiras que voltam cheias podem indicar que a quantidade está “assustando” a criança, fazendo-a desistir antes de começar.
5. Água como Protagonista: A hidratação pura é prioridade. O suco, além de encher a barriga e atrapalhar a aceitação de outros alimentos, pode dar um pico glicêmico desnecessário. A recomendação é clara: prefira a água e deixe a fruta inteira para nutrir.
6. Atenção às Faixas Etárias: Para bebês até dois anos, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é zero açúcar, zero adoçantes e zero suco. O foco deve ser “comida de verdade” para construir um paladar saudável desde cedo.
7. Convite ao “Mini-Chef”: Criança que ajuda a escolher, come melhor. Dê autonomia com opções fechadas: “Você prefere levar banana ou maçã?”. Quando o pequeno participa, ele se sente seguro e sabe exatamente o que encontrará na lancheira.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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