Teresina - PI, Quarta Feira, 04 de Fevereiro de 2026
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Insolação x exaustão térmica: quais os riscos das altas temperaturas e quando ficar em alerta?

Crianças e idosos são os que mais correm risco de estresse por calor. Hidratação, uso de bonés e protetor solar são medidas importantes para amenizar efeitos.

 

Com o Brasil passando por uma nova onda de calor, que pode elevar em até 7°C acima da média as temperaturas em algumas regiões, cresce o alerta para os efeitos das altas temperaturas no corpo.

De acordo com os especialistas, os “extremos de idade”, isto é, crianças e idosos, são os que mais correm risco de estresse por calor. Isso porque, além de terem organismos mais vulneráveis, muitas vezes não manifestam a necessidade de ingerir líquidos, o que pode levar à desidratação.

De forma geral, dois quadros são preocupantes e podem levar até a morte por alta exposição ao calor:

  • Exaustão térmica (ou exaustão pelo calor), quando há uma perda excessiva de sais e líquidos devido ao calor;
  • Insolação, quadro em que a temperatura corporal fica muito elevada, causando a disfunção de diversos sistemas do organismo.

Apesar da insolação ser considerada o caso mais grave, ambas as situações geram risco de morte. Caso não seja tratada, a exaustão térmica pode levar a um quadro de insolação.

Abaixo, nesta reportagem, entenda um pouco mais sobre cada um dos quadros e como se proteger das altas temperaturas.

Exaustão térmica (ou exaustão pelo calor)

Caracterizada pela perda excessiva de sais (eletrólitos) e líquidos devido ao calor, na exaustão térmica há uma diminuição do volume de sangue, provocando diversos sintomas nocivos, entre eles o desmaio e o colapso.

Segundo a Mayo Clinic, dos Estados Unidos, em climas quentes, o corpo se resfria pela transpiração e o suor regula a temperatura.

“Sabemos que o controle da temperatura corporal se dá pela evaporação do suor. Quando isso não acontece adequadamente, o corpo continua aumentando sua produção [de suor]. E, pelo suor, além da perda de líquidos, também perdemos eletrólitos, como o sódio”, explica Amanda Gonzales, cardiologista da Unidade de Cardiologia do Exercício do Hospital Sírio-Libanês.

“Ainda que a temperatura corporal não aumente tanto, essa perda contínua de eletrólitos, sem uma adequada reposição, pode levar ao colapso circulatório, o que chamamos de exaustão térmica”, comenta Amanda Gonzales.

Quando há um esforço excessivo em dias muito quentes, o corpo pode perder a capacidade de resfriamento – o que pode ter ocorrido nas longas peregrinações a Meca.

Calor e sol forte em São José dos Campos (Vale do Paraíba) — Foto: Reprodução/TV VanguardaCalor e sol forte em São José dos Campos (Vale do Paraíba) — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Como resultado, aparecem sintomas de exaustão, que podem começar repentinamente ou progredir com o tempo. Os sintomas da incluem:

  • Tontura
  • Sensação de desmaio iminente
  • Fraqueza
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Visão embaçada
  • Dores musculares
  • Náusea
  • Vômitos

Se a exaustão não for tratada, pode causar a insolação, que eleva a temperatura corporal a 40ºC ou mais – a temperatura considerada normal varia entre 36ºC e 37,2ºC. (veja mais sobre insolação abaixo)

Diferentemente da insolação, na exaustão pelo calor não há confusão ou descoordenação. Além disso, a temperatura corporal tende a ser normal.

Para tentar minimizar os efeitos da perda de eletrólitos em um ambiente de calor excessivo, a cardiologista explica que é importante sempre equilibrar o consumo de água, sódio e potássio. Ou seja, além de água “pura”, a pessoa também deve fazer a reposição de eletrólitos, com bebidas isotônicas, por exemplo, além de descansar em lugar fresco.

Insolação

Na insolação a temperatura corporal fica muito elevada, causando a disfunção de muitos sistemas do organismo e podendo ser fatal.

A insolação pode acontecer após horas de esforço físico ou dias de exposição a um clima quente. Nesse tipo de distúrbio, a temperatura coporal ultrapassa os 40 °C e o cérebro sofre de disfunção.

Entre os principais sintomas da insolação estão:

  • Tonturas
  • Sensação de desmaio iminente
  • Má coordenação motoroa
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Visão embaçada
  • Dores musculares
  • Náusea
  • Vômitos

Devido à disfunção cerebral, a pessoa também pode ficar confusa e desorientada, sofrer convulsões ou entrar em coma. Em geral, há o aumento das frequências cardíaca e respiratória.

O tratamento para a insolação deve ser imediato, com medidas de resfriamento do corpo como imersão em água fria e líquidos resfriados aplicados por via intravenosa.

A pessoa deve ser levada ao hospital para monitoramento do quadro e controle mais efetivo da temperatura corporal.

Como se proteger do calor?

Os especialistas indicam que as principais medidas para evitar quadros de insolação e de exaustão térmica são:

  • Se hidratar constantemente, seja com água, sucos ou isotônico. A ingestão de líquidos evita a desidratação e minimiza os efeitos de uma possível insolação. Atenção: bebidas alcóolicas não são indicadas para se hidratar;
  • Usar roupas leves, que não apertem o corpo;
  • Utilizar chapéu ou boné. Proteger a cabeça é essencial para evitar o superaquecimento do corpo, além de evitar queimaduras no couro cabeludo e bloquear parcialmente a radiação solar;
  • Passar protetor solar. É importante aplicar antes de sair de casa e, idealmente, levar para que, ao longo do dia, possa ser reaplicado em um intervalo de aproximadamente três horas;
  • Nos momentos mais quentes do dia ao longo do carnaval, tentar permanecer na sombra, ou em locais menos abertos.

 

Fonte: Portal G1.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/insolacao-x-exaustao-termica-quais-os-riscos-das-altas-temperaturas-e-quando-ficar-em-alerta.ghtml

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