Há histórias que não cabem apenas nas páginas de um prontuário médico. Histórias que atravessam o corpo, mas florescem na alma. A trajetória de Luiza Milena da Costa Moura, hoje com 26 anos, é uma dessas narrativas que iluminam. Uma vida que já começou guerreando, ainda quando a infância deveria ser território de brincadeiras e descobertas leves.
Luiza tinha apenas 11 anos quando ouviu, pela primeira vez, o nome da doença que mudaria tudo: Osteossarcoma de Tíbia.
“Na época eu era criança, eu não entendia bem o que estava acontecendo, mas foi difícil. O peso do tratamento quimioterápico é muito grande, nos abala fisicamente e psicologicamente”, recorda. Ainda assim, havia nela uma força silenciosa, dessas que nascem sem alarde, mas transformam tudo que tocam.
Em 2013, já com 14 anos, a doença voltou. Outro golpe, outra batalha. E novamente, ela permaneceu. Foram dois anos e meio de tratamento até que, enfim, recebeu a notícia que estava curada.
“Foi maravilhoso, a sensação de ter vida novamente é incrível. Olhar pra tudo e falar ‘EU VENCI, eu consegui’, é sem explicação”, descreve, com o brilho de quem sabe que a vitória tem o sabor mais doce justamente porque foi difícil.
Mas a vida, às vezes, exige trocas para continuar sendo vida. Deixou no corpo de Luiza uma cicatriz definitiva — a amputação — que poderia ter sido vista como perda, mas para ela se tornou devolução. Um recomeço. Um renascimento.
Quinze anos depois das dores, das salas frias e do medo que rondava, Luiza ressurge com uma força que impressiona. “Renasci como pessoa, passei a valorizar mais a vida e as pessoas”, diz. E o renascimento não ficou no discurso: tornou-se prática, cotidiano, realidade.
Hoje, Luiza é movimento. É potência. É vida que extravasa.
“Estou maravilhosa, vivo muito bem. Fiquei com a sequela do câncer, mas ela me devolveu a vida. Sou uma Luiza diferente: mais empática, mais resiliente e, com certeza, mais feliz”, afirma. A jovem não apenas venceu a doença — ela conquistou a si mesma.
Aos 26 anos, coleciona conquistas que ultrapassam qualquer diagnóstico: tem dois comércios, faz faculdade, frequenta academia, trabalha, é irmã, é esposa, é exemplo — e, acima de tudo, é feliz.
Luiza Milena não é apenas uma sobrevivente. Ela é prova viva de que, mesmo quando a vida fere, também pode florescer. E que, às vezes, o renascimento vem justamente do lugar onde um dia acreditamos que seria o fim.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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