Teresina - PI, Terça Feira, 21 de Julho de 2026
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Ancelotti ganha mais que o dobro da soma dos salários dos técnicos da final da Copa

Salário do treinador da seleção brasileira supera, sozinho, a soma dos vencimentos de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente

 

Lionel Scaloni e Luis de la Fuente | ReproduçãoLionel Scaloni e Luis de la Fuente | Foto: Reprodução

A final da Copa do Mundo de 2026 colocou frente a frente os técnicos Lionel Scaloni, da Argentina, e Luis de la Fuente, da Espanha. Fora de campo, porém, os salários dos dois treinadores somados ficam abaixo da remuneração de Carlo Ancelotti, comandante da Seleção Brasileira.

Contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ancelotti recebe cerca de € 10 milhões por ano (aproximadamente R$ 58,2 milhões). O valor está entre os maiores pagos a treinadores de seleções e é compatível com os vencimentos de técnicos de destaque no futebol europeu.

Scaloni recebe cerca de um quarto do salário de Ancelotti

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, tem salário anual estimado em € 2,3 milhões (cerca de R$ 13,5 milhões). Mesmo após conquistar a Copa do Mundo de 2022, duas edições da Copa América e liderar uma das campanhas mais consistentes das Eliminatórias Sul-Americanas, o argentino recebe menos de um quarto do valor pago ao treinador da seleção brasileira.

De la Fuente teve aumento após título da Euro

O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, recebe aproximadamente € 2 milhões por temporada (cerca de R$ 11,7 milhões). O treinador teve reajuste salarial após conquistar a Eurocopa de 2024. Antes do título continental, sua remuneração era equivalente a cerca de um terço do valor atual.

Trajetórias diferentes explicam a diferença salarial

A remuneração de Carlo Ancelotti também reflete sua trajetória no futebol. O italiano chegou à seleção brasileira após construir uma das carreiras mais vitoriosas da história entre treinadores de clubes, sendo o único técnico campeão das cinco principais ligas nacionais da Europa e dono de cinco títulos da Liga dos Campeões.

A contratação foi tratada pela CBF como um investimento para recolocar o Brasil entre as principais seleções do mundo. No entanto, a equipe foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega.

Scaloni e De la Fuente cresceram nas seleções nacionais

Diferentemente de Ancelotti, Lionel Scaloni e Luis de la Fuente construíram suas carreiras dentro das estruturas de suas respectivas federações.

Ex-lateral da Argentina, Scaloni integrou a comissão técnica de Jorge Sampaoli na Copa do Mundo de 2018 e assumiu o comando da seleção de forma interina. Posteriormente, consolidou-se no cargo, renovou o elenco e conduziu a equipe ao título da Copa do Mundo de 2022, além de conquistar duas edições da Copa América.

Na Espanha, De la Fuente trabalhou por anos nas categorias de base da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Foi campeão europeu com as seleções sub-19 e sub-21 e conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio antes de assumir a equipe principal no fim de 2022, após a saída de Luis Enrique.

A aposta da RFEF em um treinador formado na própria estrutura deu resultado rapidamente. Após conquistar a Eurocopa de 2024, Luis de la Fuente levou a Espanha ao título da Copa do Mundo de 2026, com vitória sobre a Argentina na decisão.

Fonte: Portal MeioNews.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https://www.meionews.com/esportes/ole/ancelotti-ganha-mais-que-o-dobro-da-soma-dos-salarios-dos-tecnicos-da-final-da-copa-570095

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