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Sem canais de diálogo abertos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adotou uma postura de enfrentamento institucional, travando matérias de interesse do Palácio do Planalto e abrindo caminho para a tramitação célere de “pautas-bomba” de altíssimo impacto fiscal.
A principal linha de ataque do comando do Senado tem sido o avanço de matérias com forte apelo popular, mas que desorganizam as contas públicas. Cálculos do Ministério da Fazenda apontam que o impacto conjunto dessas propostas, que incluem a renegociação de dívidas agrícolas e o aumento de pisos salariais de categorias profissionais, pode chegar a R$ 111 bilhões por ano. As duas foram aprovadas semana passada e estão sendo tramitadas novamente na Câmara dos Deputados.
O plano de contenção do governo pode contar com a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta, para segurar os textos na gaveta, ou, em última análise, da judicialização dessas medidas no Supremo Tribunal Federal devido à falta de indicação de fontes de custeio.
Ao conversar com fontes ligadas à Brasília, é sabido internamente que a paralisia na relação institucional tem como origem a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, ocorrida no fim de abril. Davi Alcolumbre, preferia a indicação de Rodrigo Pacheco. Desde então, o comando do Senado tem feito questão de demonstrar o controle sobre o ritmo e o teor das votações no legislativo. Uma queda de braço política, institucional e econômica.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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