Encontro contará com a participação de ministros que devem discutir próximos passos frente à recomendação da imposição de novas tarifas de 25% sobre importações brasileiras
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília | Foto: Antônio Cruz/ Agência BrasilO governo federal convocou para a manhã desta terça-feira (2) uma reunião de emergência para discutir possíveis medidas diante da recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras.
O encontro acontece na Vice-Presidência da República e reúne integrantes da equipe econômica e política do governo.
Ministros e auxiliares participam da discussão
Entre os participantes previstos para a reunião estão representantes de diferentes áreas da administração federal. Devem participar o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, além do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira.
Também participa das discussões o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães.
Governo avalia impactos da medida
A reunião tem como objetivo analisar os possíveis impactos econômicos e comerciais da recomendação apresentada pelo USTR. A proposta prevê a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, medida que ainda depende de decisão final do governo norte-americano.
Ao chegar ao encontro, o ministro José Guimarães comentou as declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro sobre o tema. Questionado por jornalistas, Guimarães afirmou que o parlamentar “só atrapalha o Brasil”.
Negociações seguem em andamento
A recomendação do USTR ocorre em meio às negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro busca alternativas diplomáticas e econômicas para evitar a adoção de novas barreiras comerciais que possam afetar exportações e setores estratégicos da economia nacional.
As discussões sobre o tema devem continuar nos próximos dias, enquanto autoridades dos dois países tentam encontrar uma solução para as divergências comerciais.
