Teresina - PI, Sábado, 28 de Março de 2026
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Pesquisadora investigada por furto de vírus é suspeita de descartar material após operação da PF

A conduta levantou suspeitas de tentativa de eliminar provas, o que levou à ampliação do caso para apurar também possível fraude processual

 

A pesquisadora Soledade é uma das investigadas no caso de furto de virus na Unicamp | Foto: Reprodução A pesquisadora Soledade é uma das investigadas no caso de furto de virus na Unicamp | Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que a pesquisadora Soledad Palameta Miller, investigada por suspeita de furtar amostras de vírus na Unicamp, retornou à universidade após uma operação policial e teria descartado parte do material biológico dentro de um laboratório.

De acordo com a investigação, a ação ocorreu poucas horas depois do cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da pesquisadora, realizado no último sábado (21). A conduta levantou suspeitas de tentativa de eliminar provas, o que levou à ampliação do caso para apurar também possível fraude processual.

As apurações indicam que Soledad teve acesso ao Instituto de Biologia, que não estava interditado, e teria feito o descarte de parte do conteúdo que poderia ser relevante para a investigação criminal.

Como começou

O caso teve início após a universidade comunicar o desaparecimento das amostras no dia 16 de março. A partir daí, a Polícia Federal abriu inquérito e cumpriu mandados tanto na residência da pesquisadora quanto em áreas da instituição.

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Foto: Reprodução – Soledade e Michael Miller são investigados em caso de furto de vírus na Unicamp 

Durante as diligências, peritos, com apoio de técnicos da universidade, do Ministério da Agricultura e da Anvisa, localizaram parte do material em outro ponto do campus, além de vestígios já descartados.

A pesquisadora foi presa sob suspeita de manter organismos geneticamente modificados sem autorização, crime considerado permanente. Já o marido dela, Michael Edward Miller, também é investigado por possível participação no desaparecimento das amostras, após ser visto deixando um laboratório com caixas em período próximo ao sumiço.

A defesa da pesquisadora afirma que não há provas do crime e sustenta que ela utilizava as estruturas da universidade por não dispor de laboratório próprio.

Segundo a Polícia Federal, a investigação segue em andamento para esclarecer se houve furto do material e tentativa de dificultar o trabalho das autoridades.

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