Teresina - PI, Sexta Feira, 27 de Março de 2026
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Albânia de Sylvinho é eliminada, e Copa do Mundo pode não ter técnicos brasileiros pela primeira vez

Eliminação da Albânia na repescagem encerra chances de Sylvinho e pode deixar o Mundial sem técnicos brasileiros de forma inédita

 

Sylvinho, técnico da Albânia | Reprodução/ Getty ImagesSylvinho, técnico da Albânia | Foto: Reprodução/ Getty Images

A eliminação da Seleção da Albânia na repescagem europeia, após derrota para a Seleção da Polônia nesta quinta-feira, deve marcar um feito inédito: pela primeira vez, a Copa do Mundo FIFA 2026 tende a não contar com técnicos brasileiros no comando de seleções.

Com a queda, o técnico Sylvinho, ex-Sport Club Corinthians Paulista, era o último representante do país ainda com chances reais de classificação. Assim, nenhuma das 48 seleções participantes deverá ter um treinador brasileiro, a menos que alguma equipe já classificada opte por contratar um profissional do Brasil até a disputa do torneio.

Historicamente, o cenário contrasta com a tradição do país. O Brasil jamais foi comandado por um técnico estrangeiro em Copas do Mundo, enquanto treinadores brasileiros já dirigiram outras seleções no torneio.

Entre os casos estão Carlos Alberto Parreira, que esteve à frente de Kuwait (1982), Emirados Árabes Unidos (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010); Paulo César Carpegiani, que comandou o Paraguai em 1998; e Luiz Felipe Scolari, à frente de Portugal em 2006.

A edição de 2026 também será marcada pela presença de um estrangeiro no comando da seleção brasileira. O italiano Carlo Ancelotti será apenas o segundo técnico não brasileiro a dirigir o país em uma grande competição, mais de um século após o uruguaio Ramón Platero conduzir a equipe ao vice-campeonato da Copa América de 1925.

 

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Carlo Ancelotti observa a taça da Copa do Mundo | Foto: Rafael Ribeiro / CBF  

Caiu ainda na fase de grupos

Sob o comando de Sylvinho, a Albânia chegou à Eurocopa, mas caiu ainda na fase de grupos, em chave com Espanha, Itália e Croácia. Com contrato até julho, o treinador deixou o futuro em aberto antes da repescagem.

“Em julho veremos. Poder atuar na Europa, na Ásia, na América, no Brasil, América do Sul, seja onde for, é minha vida. Saí do Brasil jovem, fui para Inglaterra, Espanha, depois morei na Itália, tive experiência na França, voltei ao Brasil e fui para a Albânia. Gosto disso. São aprendizados, aprendi a viver assim. Estou contente com a construção da carreira. Vou aguardar julho e, ao fim do contrato, tomar a decisão que tenho que tomar”, afirmou.

 

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