Teresina - PI, Quarta Feira, 25 de Março de 2026
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CEO e ex-sócio de grupo que compraria o Master são alvos de ação da PF

Empresário e ex-sócio são investigados em operação contra organização criminosa ligada a fraudes e uso de empresas de fachada

 

Rafael Góis, CEO da Fictor | Reprodução/LinkedinRafael Góis, CEO da Fictor | Foto: Reprodução/Linkedin

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, que tem como um dos principais alvos o sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis. A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao executivo na cidade de São Paulo. O ex-sócio do grupo, Luiz Rubini, também é alvo de mandado na capital paulista.

As investigações apontam que o esquema pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões. As ações criminosas também envolviam crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

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Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada ‘Operação Fallax’. (Foto: Reprodução/ Divulgação)

Além do Grupo Fictor, a apuração aponta que o Comando Vermelho também utilizava o mesmo mecanismo de lavagem de dinheiro e é alvo da ofensiva policial.

Ao todo, a Justiça Federal expediu 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até as 8h20, ao menos 13 pessoas já haviam sido presas.

Esquema envolvia empresas de fachada

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.

De acordo com os investigadores, o grupo criminoso atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos em sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas.

Para ocultar a origem dos recursos, eram utilizadas empresas de fachada e estruturas empresariais ligadas a grupos econômicos específicos. Os valores obtidos ilegalmente eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

 

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Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (25), a chamada ‘Operação Fallax’ (Foto: Reprodução) 

Além disso, foram autorizadas medidas como a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas, visando o rastreamento dos ativos.

Em novembro do ano passado, o Grupo Fictor anunciou a compra do Banco Master, em uma operação que envolvia investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões. O anúncio foi feito poucas horas antes de o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.

Após o episódio, o grupo enfrentou uma crise reputacional, com resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

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