
O Policial Militar Aldo Dornel, acusado de homicídio qualificado contra Emilly Caetano Costa, de 9 anos, vai passar por julgamento no próximo dia 16 de março, na 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, na capital piauiense. A pauta de julgamento foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de 4 de março.
A criança foi morta na noite de 25 de dezembro de 2017, na Avenida João XXIII, na zona Sudeste da cidade. Emily estava com o pai, o cantor Evandro Costa, que foi atingida na cabeça e perdeu parte da audição, a mãe Daiane Caetano e as duas irmãs. A mãe foi atingida de raspão no braço, ela estava com o bebê de 8 meses no braço. A família alegou que não parou o veículo porque o bebê estava no banco da frente do veículo com a mãe.
Segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), policiais militares abordaram um carro onde estava uma família e efetuaram disparos contra o veículo. A menina morreu e outros ocupantes ficaram feridos.
O policial Aldo Dornel teria efetuado os disparos contra o carro da família após uma perseguição policial, atingindo Emilly. Ele foi denunciado por homicídio duplamente qualificado e por quatro tentativas de homicídio. Já o outro policial que também participava da ocorrência, Francisco Venício Alves, foi acusado de fraude processual, por supostamente recolher cápsulas de munição e alterar a cena do crime após os disparos.
O processo reúne diversos laudos periciais, exames balísticos, depoimentos de vítimas e testemunhas, além de imagens de câmeras de segurança. Segundo relatos colhidos durante a investigação, os policiais teriam iniciado uma perseguição ao veículo da família e, após o carro parar, ocorreram os disparos. Testemunhas afirmaram que não houve abordagem prévia clara antes dos tiros.
Em 2018, o juiz responsável pelo caso decidiu pronunciar os acusados, ou seja, entendeu que há indícios suficientes para serem julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão também manteve as qualificadoras do crime, como o uso de meio que gerou perigo comum e a impossibilidade de defesa das vítimas.
Após a decisão, as defesas e o Ministério Público apresentaram recursos ao Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, que, em 2021, manteve a sentença de pronúncia. Novos recursos foram apresentados às instâncias superiores, mas acabaram sendo rejeitados ou não admitidos, encerrando a fase de questionamentos sobre a decisão.
Fonte: Portal CidadeVerde.
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