Presidente disse ser preciso entender especificidades entre categorias. Redução de jornada de trabalho virou prioridade e um dos motes de campanha de Lula.
Presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilO presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (3) a construção de um acordo entre governo, empresários e trabalhadores para discutir o possível fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o funcionário trabalha seis dias e descansa apenas um.
A declaração foi feita durante a abertura da Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Anhembi, na cidade de São Paulo.
Defesa de negociação e regras por categoria
Segundo Lula, a mudança na jornada precisa ocorrer de forma equilibrada, sem prejudicar a economia nem os trabalhadores.
Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira. Queremos contribuir para, de forma bem pensada e harmonizada, a gente possa encontrar uma solução. Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornada diferenciada. Pode ter até regra geral, mas na hora de regulamentar vai ter que cair na especificidade de cada categoria, disse o presidente.
O presidente destacou que não deve existir apenas uma regra única, já que diferentes setores possuem realidades distintas. Assim, a regulamentação poderia prever jornadas específicas conforme cada categoria profissional.
Proposta em debate
Uma das principais discussões envolve:
- redução da jornada semanal de 44 para 40 horas;
- revisão ou possível fim da escala 6 dias de trabalho por 1 de descanso.
A proposta enfrenta resistência de parte do setor produtivo, que argumenta que a medida pode elevar custos e impactar preços ao consumidor.
Tebet afirmou que estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que o fim da escala 6×1 é viável economicamente e pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Já Haddad defendeu maior participação da sociedade no debate e ressaltou que o país precisa discutir também como utilizar melhor a força de trabalho e aumentar a produtividade.
O que está em jogo
O debate envolve três pontos principais:
– mais tempo de descanso e convivência familiar
– impactos econômicos e custos para empresas
– aumento de produtividade e modernização do trabalho
A discussão ainda deve passar por negociações com o Congresso Nacional antes de qualquer mudança na legislação trabalhista.
