Teresina - PI, Quarta Feira, 04 de Março de 2026
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Escala 6×1: presidente Lula defende jornada diferenciada por categoria; entenda

Presidente disse ser preciso entender especificidades entre categorias. Redução de jornada de trabalho virou prioridade e um dos motes de campanha de Lula.

 

Presidente Lula | Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (3) a construção de um acordo entre governo, empresários e trabalhadores para discutir o possível fim da escala de trabalho 6×1 — modelo em que o funcionário trabalha seis dias e descansa apenas um.

A declaração foi feita durante a abertura da Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Anhembi, na cidade de São Paulo.

Defesa de negociação e regras por categoria

Segundo Lula, a mudança na jornada precisa ocorrer de forma equilibrada, sem prejudicar a economia nem os trabalhadores.

Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira. Queremos contribuir para, de forma bem pensada e harmonizada, a gente possa encontrar uma solução. Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornada diferenciada. Pode ter até regra geral, mas na hora de regulamentar vai ter que cair na especificidade de cada categoria, disse o presidente.

O presidente destacou que não deve existir apenas uma regra única, já que diferentes setores possuem realidades distintas. Assim, a regulamentação poderia prever jornadas específicas conforme cada categoria profissional.

Proposta em debate

Uma das principais discussões envolve:

  • redução da jornada semanal de 44 para 40 horas;
  • revisão ou possível fim da escala 6 dias de trabalho por 1 de descanso.

A proposta enfrenta resistência de parte do setor produtivo, que argumenta que a medida pode elevar custos e impactar preços ao consumidor.

Tebet afirmou que estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada indicam que o fim da escala 6×1 é viável economicamente e pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Já Haddad defendeu maior participação da sociedade no debate e ressaltou que o país precisa discutir também como utilizar melhor a força de trabalho e aumentar a produtividade.

O que está em jogo

O debate envolve três pontos principais:

 

– mais tempo de descanso e convivência familiar
– impactos econômicos e custos para empresas
– aumento de produtividade e modernização do trabalho

A discussão ainda deve passar por negociações com o Congresso Nacional antes de qualquer mudança na legislação trabalhista.

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