Relator do caso que absolveu homem acusado de estupro, Magid Nauef Láuar é alvo de apuração no CNJ; TJ-MG abriu procedimento administrativo.
Desembargador Magid Nauef Láuar | Foto: Reprodução/Redes SociasO desembargador Magid Nauef Láuar está sendo acusado de cinco possíveis casos de abuso sexual. Anteriormente, ele já havia sido denunciado pelo próprio primo e por uma mulher após ser relator do processo envolvendo um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos em Minas Gerais.
Com a repercussão da decisão capitaneada por Magid, o primo do desembargador, o servidor público Saulo Láuar, de 42 anos, veio a público realizar a denúncia contra abusos cometidos ainda na infância.
As cinco possíveis vítimas já foram ouvidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Uma delas mora fora do país e prestou depoimento por videoconferência. Na avaliação de investigadores, os relatos são considerados consistentes.
ENTENDA O CASO
Magid Nauef Láuar foi relator de um julgamento que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12. A decisão foi embasada após o desembargador entender que o réu e a vítima tinham um “vínculo afetivo consensual” e derrubou a sentença de primeira instância que havia condenado o suspeito a nove anos e quatro meses de prisão.
No entanto, em decisão monocrática, o magistrado voltou atrás, manteve a sentença de primeira instância e determinou a expedição imediata de mandado de prisão do acusado. Ele também restabeleceu a condenação da mãe da vítima.
