Peças serão expostas no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, no Ceará
Fósseis, originários da Bacia do Araripe, na divisa dos estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí. | Foto: Reprodução/ Leobark Rodrigues/MPFO Brasil recebeu de volta, nesta quarta-feira (25), dois fósseis com cerca de 110 milhões de anos, originários da Bacia do Araripe, localizada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí. As peças estavam no exterior há aproximadamente três décadas e foram oficialmente entregues ao governo brasileiro em cerimônia realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Os fósseis passarão a integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, vinculado à Universidade Regional do Cariri (Urca), no Ceará, reforçando a importância científica e histórica da região do Cariri para a paleontologia mundial.
Espécies do período Cretáceo Inferior
Um dos fósseis repatriados é de um pequeno crustáceo de água doce da espécie Martinsestheria codoensis, datado do Cretáceo Inferior, com idade estimada entre 110 e 113 milhões de anos. O exemplar estava desde 1993 na Universidad Nacional del Nordeste, em Corrientes, na Argentina, e foi devolvido após articulações diplomáticas conduzidas pelo governo brasileiro.
A segunda peça pertence à espécie extinta Vinctifer comptoni, um peixe ósseo pré-histórico que viveu há cerca de 113 milhões de anos. O fóssil foi apreendido em 2024 no norte da Itália. O animal possuía corpo alongado, escamas retas e podia medir entre cinco e 90 centímetros de comprimento.
A repatriação integra esforços do Brasil para recuperar patrimônios paleontológicos retirados ilegalmente do país e reforça o papel da Bacia do Araripe como um dos principais sítios fossilíferos do período Cretáceo no mundo.
