Levantamento do Dieese mostra aumento real médio de 2,12% em janeiro; valorização do salário mínimo impulsiona negociações em comércio, indústria e serviços.
Carteira de trabalho | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o mês de janeiro atingiu os melhores resultados referentes a reajustes salariais no período de um ano, com aumento real médio de 2,12%. Além disso, 94% dos reajustes alcançaram ganhos acima da inflação
O órgão aponta o aumento do salário mínimo sancionado pelo governo como um dos responsáveis pelo resultado positivo. Segundo o Dieese, o fortalecimento do piso salarial nacional impulsiona reajustes nas categorias que ganham mais, ao servir como parâmetro.
As informações foram coletadas em 364 acordos e convenções coletivas registrados no Sistema de Negociação Coletiva de Trabalho (Mediador) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) até 2 de fevereiro.
VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO
Os reajustes anuais do salário mínimo passaram a levar em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano do ano vigente. Caso o PIB não apresente crescimento real, o salário mínimo será reajustado pelo INPC.
Dessa forma, o piso nacional foi reajustado em 6,79% em janeiro deste ano, passando para o valor de R$1.621,00 em 2026. Cerca de 61,9 milhões de brasileiros, incluindo aposentados e pensionistas, foram beneficiados, o que representa o incremento de R$81,7 bilhões na economia do País.
Reajustes salariais por setor econômico
Em 96,2% das negociações do comércio e dos serviços os reajustes ficaram acima da inflação. O resultado foi o mesmo em 91,4% das negociações da indústria.
Resultados abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficaram em torno de 1% dos casos, com exceção do comércio, que não registrou reajustes abaixo da inflação.
Os reajustes de salário variaram entre os setores:
- Comércio – 1,75%
- Indústria – 1,80%
- Demais serviços – 2,37%
