Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
Operação da PF contra crimes de abuso sexual | Foto: Divulgação/PFA Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (11), uma operação de combate a crimes contra a dignidade sexual no ambiente digital e à disseminação de vídeos de abuso. As investigações apontam que brasileiros integram uma rede transnacional voltada à difusão e troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.
Como agia o grupo
Segundo a PF, vítimas e investigados são brasileiros. Os suspeitos utilizavam medicamentos com efeito sedativo para dopar as mulheres, cometiam os crimes, filmavam as agressões e disponibilizavam o material em sites e plataformas na internet.
Mensagens trocadas entre integrantes da rede revelaram discussões sobre marcas comerciais de medicamentos e possíveis efeitos adversos, indicando conhecimento prévio sobre as substâncias utilizadas.
Os investigadores também identificaram indícios de ódio, repulsa e objetificação da mulher, o que, segundo a PF, exige uma resposta estatal integrada.
Mandados e estados envolvidos
Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
As apurações tiveram início em 2025, após informações repassadas por meio de cooperação internacional com a Europol, envolvendo mais de 20 países. As investigações indicam a atuação de redes internacionais dedicadas ao compartilhamento de vídeos de agressões sexuais.
A atuação do grupo apresenta similaridades com o caso Gisèle Pelicot, que repercutiu na França. Entre os alvos, segundo a PF, há suspeitos que teriam dopado as próprias companheiras para cometer os crimes e divulgar as imagens.
Materiais apreendidos e possíveis crimes
Durante a operação, a PF apreendeu equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento, celulares, computadores e outros materiais potencialmente ligados às atividades investigadas.
Os investigados podem responder por estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, além de outras tipificações penais que possam ser identificadas ao longo das apurações.
Fonte: Portal MeioNews.
Confira esta e outras matérias na íntegra pelo link: https: //www.meionews.com/politica/suspeitos-de-dopar-mulheres-e-compartilhar-videos-de-abusos-sao-alvos-de-operacao-555117
