Endometriose: mulher leva 20 anos para receber diagnóstico e alerta para sintoma
Durante anos, a administradora Kauane Faria Barros, hoje com 34 anos, ouviu a mesma resposta nos consultórios: era “normal”. O fluxo menstrual intenso, os episódios frequentes de anemia, o cansaço extremo e até a necessidade de trocar de roupa várias vezes ao dia foram tratados como parte de uma rotina feminina comum. Não eram.
A história começou ainda na adolescência, por volta dos 14 anos. Desde a primeira menstruação, os sinais como sangramento excessivo, presença de coágulos e impactos diretos na rotina escolar já existiam. “Eu levava uma muda de roupa na mochila. Já precisei sair por último da sala para não constranger ninguém”, lembra. Apesar dos sinais evidentes, exames de imagem não apontavam alterações, o que dificultava a investigação e adiava respostas.
A comparação co...









