{"id":9209,"date":"2025-03-24T07:29:02","date_gmt":"2025-03-24T10:29:02","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=9209"},"modified":"2025-03-23T20:30:38","modified_gmt":"2025-03-23T23:30:38","slug":"mulheres-contraem-mais-dividas-e-sao-mais-empenhadas-em-quita-las","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=9209","title":{"rendered":"Mulheres contraem mais d\u00edvidas e s\u00e3o mais empenhadas em quit\u00e1-las"},"content":{"rendered":"<p>\u00danicas respons\u00e1veis por muitas fam\u00edlias de renda mais baixa, as mulheres continuam enfrentando mais o endividamento do que os homens, no pa\u00eds. Levantamentos realizados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e pela Serasa (empresa que re\u00fane dados de cr\u00e9dito) mostram o impacto das d\u00edvidas para o p\u00fablico feminino.<\/p>\n<p>A Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), divulgada neste m\u00eas pela CNC, mostra que, apesar de a diferen\u00e7a entre os g\u00eaneros ter diminuindo em rela\u00e7\u00e3o a 2024, o percentual de mulheres endividadas (76,9%) em fevereiro deste ano ainda era superior ao percentual dos homens (76%). Em fevereiro do ano passado, a diferen\u00e7a era de 1,6 ponto percentual (78,8% das mulheres contra 77,2% dos homens).<\/p>\n<p>\u201cHistoricamente e at\u00e9 hoje, existe uma diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres. Isso vem diminuindo ao longo do tempo, e tem todo um processo de maior independ\u00eancia feminina no mercado de trabalho, e de independ\u00eancia dentro da estrutura familiar. Antigamente, a diferen\u00e7a era ainda maior, e elas dependiam muito mais do c\u00f4njuge ou de algum outro familiar. Ent\u00e3o, o endividamento \u00e9 maior porque aquela pessoa precisa de mais cr\u00e9dito, j\u00e1 que ela tem menos renda para conseguir lidar com seu dia-a-dia e sua vida\u201d, afirma o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.<\/p>\n<p>Merula Borges, especialista em finan\u00e7as da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ressalta que, al\u00e9m da diferen\u00e7a salarial, h\u00e1 problemas tamb\u00e9m na dificuldade de conseguir de cr\u00e9dito pelas mulheres.<br \/>\n\u201cA gente percebe, no empreendedorismo feminino, que as mulheres t\u00eam mais dificuldade de tomar cr\u00e9dito. Elas empreendem, de maneira informal, com mais frequ\u00eancia\u201d, afirma. \u201cElas usam a informalidade como uma forma de subsist\u00eancia\u201d<br \/>\nAl\u00e9m disso, h\u00e1 a quest\u00e3o de muitas mulheres, principalmente de faixas de renda mais baixas, terem que arcar sozinhas com as despesas familiares.<\/p>\n<p>Segundo pesquisa divulgada neste m\u00eas pela Serasa, 93% das mulheres participavam financeiramente das despesas familiares e, em 33% dos lares, elas eram as \u00fanicas respons\u00e1veis. O percentual \u00e9 ainda maior nas faixas de renda mais baixa (classes D e E), onde, em 43% dos casos, o encargo das despesas recai exclusivamente sobre elas.<\/p>\n<p>Esses dados mostram apenas um lado do desafio enfrentado pelas mulheres, j\u00e1 que 90% das entrevistadas afirmaram que precisavam aliar o trabalho remunerado com as tarefas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres seguram a casa sozinhas, t\u00eam dupla jornada. Al\u00e9m disso, com todas as despesas que t\u00eam no dia a dia, para sustentar uma casa e os filhos. Mesmo assim, elas se preocupam em n\u00e3o ficar com valores em aberto, de n\u00e3o ficar com d\u00edvidas, at\u00e9 para n\u00e3o ter dificuldade em solicitar cr\u00e9dito\u201d, destaca Tamires Castro, especialista da Serasa.<br \/>\nSegundo a pesquisa da Serasa, 40% das mulheres entrevistadas priorizam uma preocupa\u00e7\u00e3o com as d\u00edvidas, na hora de organizar o or\u00e7amento familiar. E elas fecham 25% mais acordos que os homens no Feir\u00e3o Serasa Limpa Nome, que busca regularizar a situa\u00e7\u00e3o dos devedores para tirar seus nomes da lista de negativados (o que dificulta a concess\u00e3o de cr\u00e9dito por outras empresas).<\/p>\n<p>Segundo Felipe Tavares, mesmo tendo um grau de endividamento superior ao dos homens, as mulheres demonstram mais consci\u00eancia sobre o or\u00e7amento.<\/p>\n<p>\u201cMesmo antes, quando tinham menos independ\u00eancia [financeira], elas j\u00e1 tinham um papel muito ativo na gest\u00e3o do or\u00e7amento familiar. Quando a gente v\u00ea esse aumento da renda e da independ\u00eancia, a administra\u00e7\u00e3o financeira tende a ser melhor nos or\u00e7amentos geridos por mulheres\u201d.<\/p>\n<p>A dificuldade de obter cr\u00e9dito (47%) e o endividamento (31%) s\u00e3o os principais desafios financeiros apontados pelas mulheres, segundo a Serasa. Oito em cada dez mulheres (85%) j\u00e1 tiveram algum pedido de cr\u00e9dito negado.<\/p>\n<p>Nos 12 meses que antecederam a pesquisa, entre as mulheres pediram cr\u00e9dito, a maioria foi para pagar despesas inesperadas (26%) e cart\u00e3o de cr\u00e9dito (22%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00danicas respons\u00e1veis por muitas fam\u00edlias de renda mais baixa, as mulheres continuam enfrentando mais o endividamento do que os homens, no pa\u00eds. Levantamentos realizados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e pela Serasa (empresa que re\u00fane dados de cr\u00e9dito) mostram o impacto das d\u00edvidas para o p\u00fablico feminino. 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