{"id":25399,"date":"2026-09-26T17:49:33","date_gmt":"2026-09-26T20:49:33","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=25399"},"modified":"2026-09-26T17:49:33","modified_gmt":"2026-09-26T20:49:33","slug":"dupla-fla-flu-critica-quebra-de-contratos-com-veto-a-bets","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=25399","title":{"rendered":"Dupla Fla-Flu critica quebra de contratos com veto a bets"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/09\/flamengo_fluminense_7a3cfad63e.jpg\" alt=\"Escudos de Flamengo e Fluminense | Reprodu\u00e7\u00e3o\" \/><\/p>\n<p>Rivais dentro de campo, mas parceiros na administra\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3, Flamengo e Fluminense voltaram a se manifestar nesta sexta-feira (25) contra o fim das bets pouco horas antes de o governo Lula (PT) anunciar a proibi\u00e7\u00e3o completa das apostas e jogos online no Brasil.<\/p>\n<p>O rubro-negro \u00e9 patrocinado pela Betano, com contrato estimado em R$ 268 milh\u00f5es por ano, enquanto o tricolor tem parceria com a Superbet e recebe R$ 53 milh\u00f5es por temporada.<\/p>\n<p>Em mensagens publicadas nas redes sociais, os clubes alegaram que a proibi\u00e7\u00e3o repentina abala o planejamento financeiro do futebol brasileiro, cria inseguran\u00e7a jur\u00eddica com a quebra de contratos, n\u00e3o abre uma janela de tempo para adapta\u00e7\u00e3o e d\u00e1 espa\u00e7o para uma expans\u00e3o do mercado clandestino de bets.<\/p>\n<p>Um exemplo dado pelo Fluminense \u00e9 a dificuldade na coleta de uniformes distribu\u00eddos em lojas pelo Brasil com a logomarca da Betano, em que h\u00e1 estoque de seis meses antes da pr\u00f3xima reposi\u00e7\u00e3o. \u201cUma mudan\u00e7a abrupta gera preju\u00edzos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">O debate sobre a proibi\u00e7\u00e3o das apostas \u00e9 leg\u00edtimo e n\u00e3o deve ser interditado. H\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es reais com endividamento e v\u00edcio, mas qualquer decis\u00e3o precisa considerar os seguintes pontos: \u2022 Seguran\u00e7a jur\u00eddica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamenta\u00e7\u00e3o e terceiros que firmaram contratos n\u00e3o podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os pr\u00f3ximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense t\u00eam seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudan\u00e7a abrupta gera preju\u00edzos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia. \u2022 Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas n\u00e3o acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espa\u00e7o, sem fiscaliza\u00e7\u00e3o, sem tributa\u00e7\u00e3o e sem nenhuma prote\u00e7\u00e3o ao apostador. \u2022 Impacto no esporte: os recursos n\u00e3o sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes ol\u00edmpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube. \u2022 Arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica: o mercado regulado gerou bilh\u00f5es em tributos e destina\u00e7\u00f5es previstas em lei para esporte, seguridade social, seguran\u00e7a p\u00fablica, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Sem ele, esses recursos precisar\u00e3o vir de outra fonte. Defendemos, no m\u00ednimo, um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o adequado caso haja mudan\u00e7as. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa.<\/p>\n<p>\u2014 Fluminense F.C. (@FluminenseFC) <a href=\"https:\/\/x.com\/FluminenseFC\/status\/2103579512361435456?ref_src=twsrc%5Etfw\">September 25, 2026<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>J\u00e1 o Flamengo argumentou que havia espa\u00e7o para endurecer as regras dentro da regula\u00e7\u00e3o vigente sem aboli-las repentinamente. \u201cN\u00e3o se pode criar uma regra, levar empresas e institui\u00e7\u00f5es a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulat\u00f3rio&#8221;, criticou.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p dir=\"ltr\" lang=\"pt\">O Brasil levou anos discutindo como regulamentar as apostas esportivas. O Congresso aprovou, o governo regulamentou, empresas pagaram para operar legalmente no pa\u00eds, fizeram investimentos e passaram a cumprir regras de fiscaliza\u00e7\u00e3o, tributa\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o ao consumidor. N\u00e3o se pode criar uma regra, levar empresas e institui\u00e7\u00f5es a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulat\u00f3rio. Nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 intoc\u00e1vel. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfei\u00e7oadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferen\u00e7a fundamental entre aperfei\u00e7oar uma regulamenta\u00e7\u00e3o e simplesmente desmont\u00e1-la. Isso \u00e9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a jur\u00eddica. E seguran\u00e7a jur\u00eddica n\u00e3o interessa apenas \u00e0s empresas de apostas. Interessa a qualquer pessoa, empresa ou institui\u00e7\u00e3o que invista, contrate e fa\u00e7a planos de longo prazo no Brasil confiando nas regras estabelecidas pelo pr\u00f3prio Estado. A mudan\u00e7a atinge em cheio o esporte brasileiro. Uma decis\u00e3o dessa dimens\u00e3o afeta o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes ol\u00edmpicos e os campeonatos. O esporte brasileiro n\u00e3o pode ser analisado apenas a partir da realidade financeira dos clubes de maior receita. E n\u00e3o s\u00e3o atingidos apenas os clubes, \u00e9 uma cadeia que recebe um impacto imediato: empregos diretos e indiretos, empresas de comunica\u00e7\u00e3o, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas, prestadores de servi\u00e7os e toda uma cadeia econ\u00f4mica. Atinge tamb\u00e9m a arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O mercado regulado gera recursos por meio de impostos e das destina\u00e7\u00f5es previstas em lei, que chegam aos cofres p\u00fablicos e s\u00e3o destinados a \u00e1reas de interesse da sociedade. Enfraquecer o mercado legal pode produzir uma combina\u00e7\u00e3o especialmente ruim: menos recursos para o esporte e menos arrecada\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds. E o brasileiro ficar\u00e1 mais protegido? Essa talvez seja uma das perguntas centrais dessa discuss\u00e3o. Proibir as empresas que operam legalmente n\u00e3o significa acabar com as apostas. O jogo n\u00e3o desaparece e o mercado clandestino, que representa parcela expressiva da atividade, vai crescer e ocupar esse espa\u00e7o. Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 em todo o pa\u00eds com 2.291 apostadores, aponta a presen\u00e7a relevante de pr\u00e1ticas associadas ao mercado ilegal. Estudo da LCA Consultores, baseado nessa pesquisa, estima que entre 38% e 44% do valor apostado online no Brasil ocorra atualmente em plataformas clandestinas. H\u00e1 um dado particularmente importante: a participa\u00e7\u00e3o estimada do mercado ilegal caiu depois da regulamenta\u00e7\u00e3o, passando daquela faixa de 41% a 51% em 2025 para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026. O jogo n\u00e3o vai acabar com uma canetada. O que acaba \u00e9 a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar. E o resultado pode ser menos seguran\u00e7a para quem investe, menos recursos para o esporte e para o pa\u00eds e menos capacidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a atividade. O Brasil precisa combater o jogo ilegal. Precisa proteger sua popula\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m precisa preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a capacidade de investimento e a sustentabilidade de suas institui\u00e7\u00f5es esportivas. O esporte brasileiro n\u00e3o pode ser enfraquecido por uma decis\u00e3o que n\u00e3o elimina o jogo, n\u00e3o elimina o mercado ilegal e ainda coloca em risco os investimentos, os empregos e os compromissos constru\u00eddos dentro das regras que o pr\u00f3prio pa\u00eds estabeleceu.<\/p>\n<p>\u2014 Flamengo (@Flamengo) <a href=\"https:\/\/x.com\/Flamengo\/status\/2103521479816077606?ref_src=twsrc%5Etfw\">September 25, 2026<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Os demais clubes dos chamados doze grandes n\u00e3o se manifestaram at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o deste texto.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da semana, quando o governo come\u00e7ou a admitir a possibilidade do veto total, times como Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, S\u00e3o Paulo, Palmeiras, Atl\u00e9tico-MG e Vasco tamb\u00e9m se juntaram ao manifesto. As publica\u00e7\u00f5es foram criticadas por torcedores, que alegaram coniv\u00eancia com as empresas e com o endividamento dos apostadores.<\/p>\n<p>Como mostrou a Coluna do T\u00falio, o di\u00e1logo do governo com os clubes para contornar a quest\u00e3o deve ficar para depois do per\u00edodo eleitoral. A ideia \u00e9 avaliar formas de compensar parte da perda de receitas provocada pelo encerramento dos contratos de patroc\u00ednio com as empresas de apostas.<\/p>\n<h3><strong>Bets fazem alerta<\/strong><\/h3>\n<p>Em nota, a ANJL (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Respons\u00e1vel) disseram que 31 milh\u00f5es de apostadores ser\u00e3o empurrados para o mercado ilegal com a proibi\u00e7\u00e3o. As entidades tamb\u00e9m disseram que h\u00e1 risco de perda de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 73 bilh\u00f5es de 2027 a 2030.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/esporte\/463621\/dupla-fla-flu-critica-quebra-de-contratos-com-veto-a-bets<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rivais dentro de campo, mas parceiros na administra\u00e7\u00e3o do Maracan\u00e3, Flamengo e Fluminense voltaram a se manifestar nesta sexta-feira (25) contra o fim das bets pouco horas antes de o governo Lula (PT) anunciar a proibi\u00e7\u00e3o completa das apostas e jogos online no Brasil. 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