{"id":23889,"date":"2026-07-01T10:34:26","date_gmt":"2026-07-01T13:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=23889"},"modified":"2026-07-01T10:34:26","modified_gmt":"2026-07-01T13:34:26","slug":"35-dos-viajantes-tem-dificuldade-para-se-desconectar-da-rotina-em-viagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=23889","title":{"rendered":"35% dos viajantes t\u00eam dificuldade para se desconectar da rotina em viagens"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/06\/carro_viagem_mulher.jpg\" alt=\"carro_viagem_mulher.jpg\" \/><\/p>\n<p>As f\u00e9rias chegaram, mas nem sempre trazem o descanso esperado. Para muitas pessoas, o per\u00edodo que deveria ser dedicado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mental acaba sendo marcado por ansiedade, culpa e dificuldade para desacelerar. Mesmo longe do escrit\u00f3rio, elas continuam checando e-mails, respondendo mensagens de trabalho ou sentindo desconforto por n\u00e3o estarem produzindo.<\/p>\n<p>A dificuldade de desacelerar n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado. Uma pesquisa da Priority Pass1, com 8.500 entrevistados em 11 pa\u00edses, mostra que 35% dos viajantes t\u00eam dificuldade para se desconectar da rotina durante as viagens. O estudo tamb\u00e9m revela que\u00a0<strong>73% se preocupam em perder mensagens quando est\u00e3o longe do celular e que 67% se sentem mais estressados com o aparelho desligado do que ligado<\/strong>, refor\u00e7ando como a hiperconectividade tem dificultado o descanso mesmo em momentos dedicados ao lazer.<\/p>\n<p>Para Carolina Hanna Chaim, psiquiatra, esse comportamento tem explica\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas e fisiol\u00f3gicas. Ap\u00f3s longos per\u00edodos de estresse e alta demanda, o c\u00e9rebro se adapta a funcionar em estado permanente de alerta.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cRespostas cr\u00f4nicas ao estresse aumentam a atividade de regi\u00f5es cerebrais ligadas \u00e0 vigil\u00e2ncia e \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as. Quando a pessoa entra em f\u00e9rias, o c\u00e9rebro n\u00e3o muda automaticamente de ritmo. Ele continua operando como se precisasse responder a demandas urgentes o tempo todo\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>A dificuldade de desconectar tamb\u00e9m pode estar relacionada \u00e0 forma como muitas pessoas constroem sua identidade em torno do trabalho. Em alguns casos, a rotina intensa funciona como uma esp\u00e9cie de prote\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho excessivo pode servir como fuga de quest\u00f5es pessoais e emocionais. Quando as f\u00e9rias chegam, essa barreira desaparece e a pessoa se v\u00ea obrigada a lidar consigo mesma, o que pode gerar desconforto e at\u00e9 aumentar a vulnerabilidade ao adoecimento\u201d, afirma Hanna.<\/p>\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o constante da produtividade contribui para esse cen\u00e1rio. Estar ocupado tornou-se sin\u00f4nimo de compet\u00eancia, enquanto o descanso frequentemente \u00e9 visto como perda de tempo.<\/p>\n<p>\u201cExiste uma press\u00e3o permanente para otimizar o tempo, estar dispon\u00edvel e responder rapidamente. Aos poucos, o descanso passa a ser encarado como algo ileg\u00edtimo, enquanto o cansa\u00e7o extremo \u00e9 normalizado como parte do sucesso\u201d, observa a especialista.<\/p>\n<h2><strong>Quando \u00e9 hora de buscar ajuda?<\/strong><\/h2>\n<p>A m\u00e9dica explica que um dos principais sinais de alerta \u00e9 a incapacidade de se desconectar mesmo quando n\u00e3o existe uma demanda real.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuando algu\u00e9m n\u00e3o consegue controlar o impulso de verificar e-mails ou mensagens de trabalho sem necessidade, vale a pena investigar o que est\u00e1 acontecendo. Em alguns casos, isso j\u00e1 afeta rela\u00e7\u00f5es familiares, sociais e a pr\u00f3pria sa\u00fade mental.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Pessoas mais ansiosas, perfeccionistas e com elevado n\u00edvel de autocobran\u00e7a tendem a apresentar maior dificuldade para aproveitar as f\u00e9rias. Ins\u00f4nia, irritabilidade, ang\u00fastia persistente e aumento de comportamentos compulsivos relacionados ao uso de telas, alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1lcool ou jogos tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe as f\u00e9rias s\u00e3o acompanhadas por sofrimento emocional intenso ou piora de comportamentos compulsivos, a busca por ajuda profissional pode ser necess\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Hanna, cada pessoa encontra formas diferentes de descansar. O mais importante \u00e9 investir em atividades que proporcionem prazer e bem-estar, sem a press\u00e3o por produtividade. Aliadas a uma rotina adequada de sono, tanto as pausas para descanso quanto os momentos de lazer ajudam o organismo a se recuperar dos impactos do estresse acumulado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNo in\u00edcio existe estranhamento, mas os benef\u00edcios costumam aparecer rapidamente. O c\u00e9rebro precisa reaprender que nem toda notifica\u00e7\u00e3o exige uma resposta imediata. Descansar n\u00e3o \u00e9 sinal de fraqueza nem perda de produtividade, mas uma condi\u00e7\u00e3o fundamental para que o organismo se recupere, preserve a sa\u00fade mental e continue funcionando de forma saud\u00e1vel\u201d, conclui Hanna.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Confira abaixo algumas estrat\u00e9gias para ajudar o seu c\u00e9rebro a descansar:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desacelere antes das f\u00e9rias:<\/strong>\u00a0se poss\u00edvel, reserve pequenos momentos de pausa na rotina nos dias que antecedem o descanso, como fazer refei\u00e7\u00f5es sem telas ou dedicar alguns minutos ao sil\u00eancio.<\/p>\n<p><strong>Evite compromissos desnecess\u00e1rios:<\/strong>\u00a0especialmente ap\u00f3s per\u00edodos de trabalho intenso, n\u00e3o transforme as f\u00e9rias em uma agenda lotada de obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Reduza o consumo de estimulantes: d<\/strong>iminuir a ingest\u00e3o de cafe\u00edna e outras subst\u00e2ncias estimulantes pode ajudar o organismo a entrar em um ritmo mais tranquilo.<\/p>\n<p><strong>Desconecte-se do celular:<\/strong>\u00a0ficar algumas horas longe do aparelho pode causar estranhamento no in\u00edcio, mas costuma trazer benef\u00edcios r\u00e1pidos para a aten\u00e7\u00e3o e o bem-estar.<\/p>\n<p><strong>Mantenha o corpo em movimento:\u00a0<\/strong>atividades f\u00edsicas moderadas, como caminhadas, ajudam a aliviar tens\u00f5es e favorecem o relaxamento.<\/p>\n<p><strong>Invista em atividades que promovam bem-estar:<\/strong>\u00a0m\u00fasica, medita\u00e7\u00e3o, massagens, leitura ou qualquer pr\u00e1tica prazerosa podem contribuir para a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mental.<\/p>\n<p><strong>Permita-se descansar:<\/strong>\u00a0encare o descanso como uma necessidade leg\u00edtima, e n\u00e3o como falta de produtividade. Exercitar a autocompaix\u00e3o \u00e9 parte importante do processo de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/458578\/35-dos-viajantes-tem-dificuldade-para-se-desconectar-da-rotina-em-viagens<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As f\u00e9rias chegaram, mas nem sempre trazem o descanso esperado. Para muitas pessoas, o per\u00edodo que deveria ser dedicado \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mental acaba sendo marcado por ansiedade, culpa e dificuldade para desacelerar. Mesmo longe do escrit\u00f3rio, elas continuam checando e-mails, respondendo mensagens de trabalho ou sentindo desconforto por n\u00e3o estarem produzindo. 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