{"id":22564,"date":"2026-05-31T09:47:09","date_gmt":"2026-05-31T12:47:09","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=22564"},"modified":"2026-05-31T09:47:26","modified_gmt":"2026-05-31T12:47:26","slug":"conflito-no-estreito-de-ormuz-pode-impactar-internet-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=22564","title":{"rendered":"Conflito no Estreito de Ormuz pode impactar internet brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/05\/internet_brasileira_4.jpeg\" alt=\"internet_brasileira_4.jpeg\" \/><\/p>\n<p>A escalada das tens\u00f5es no Estreito de Ormuz, uma das rotas mar\u00edtimas mais estrat\u00e9gicas do planeta, acendeu um alerta entre especialistas em infraestrutura digital sobre poss\u00edveis impactos no funcionamento da internet no Brasil e em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Embora invis\u00edveis para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o, os cabos submarinos de fibra \u00f3ptica s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 99% do tr\u00e1fego internacional de internet, segundo a Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT). Mais grossos que o bra\u00e7o de um homem adulto, esses fios sustentam desde opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias at\u00e9 redes sociais, servi\u00e7os de streaming e comunica\u00e7\u00f5es globais.<\/p>\n<p>Leonardo Cardoso, diretor da TI Safe, empresa de ciberseguran\u00e7a, afirma que um eventual ataque ou rompimento de cabos na regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio pode provocar efeitos em cadeia em toda a rede mundial.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil depende quase 100% dessa estrutura aqu\u00e1tica. Se houver rompimentos, o pa\u00eds pode ter dificuldade para acessar dados hospedados no exterior ou sistemas internacionais\u201d, explica.<\/p>\n<p>O especialista ressalta que, apesar de os cabos do Oriente M\u00e9dio n\u00e3o estarem diretamente conectados ao Brasil, toda a infraestrutura global \u00e9 interligada e, por isso, impactos em um ponto estrat\u00e9gico acabam afetando outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><em>Foto: Gov.br\/submarinecablemap.com<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/05\/internet_brasileira_3.jpeg\" alt=\"internet_brasileira_3.jpeg\" \/><\/p>\n<p>Pablo Alencar, s\u00f3cio da Valor Capital, compara o funcionamento da internet a uma rodovia global de dados. Segundo ele, a rede n\u00e3o para de funcionar, mas pode enfrentar &#8220;congestionamentos&#8221;. \u201cQuando um cabo rompe, o tr\u00e1fego \u00e9 redirecionado para outras rotas. O problema \u00e9 que essas rotas t\u00eam limite de capacidade. Isso gera lentid\u00e3o e sobrecarga\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele relembra um epis\u00f3dio ocorrido em 2024, quando um rompimento causado por uma \u00e2ncora de navio provocou impactos em diferentes regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO tr\u00e1fego mundial acabou sendo redirecionado para o Brasil, porque Fortaleza \u00e9 um dos principais hubs de cabos submarinos do planeta. Isso sobrecarregou a estrutura e atingiu usu\u00e1rios em todo o pa\u00eds\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na pr\u00e1tica, os especialistas avaliam que qualquer atividade cotidiana conectada \u00e0 internet depende diretamente desses cabos. Streaming, mensagens em aplicativos, leitura de not\u00edcias, compras online e servi\u00e7os financeiros s\u00e3o alguns exemplos. \u201cSe esses cabos est\u00e3o sobrecarregados ou rompidos, h\u00e1 atraso na troca de dados. O usu\u00e1rio sente isso imediatamente\u201d, completa Alencar.<\/p>\n<h3><strong>Por que o conflito no Estreito de Ormuz preocupa?<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m de ser uma das principais rotas mar\u00edtimas do mundo, o Estreito de Ormuz concentra estruturas estrat\u00e9gicas para o funcionamento da internet global. De acordo com Cardoso, apesar das prote\u00e7\u00f5es contra press\u00e3o da \u00e1gua e fen\u00f4menos naturais, conflitos militares representam uma amea\u00e7a maior.<\/p>\n<p>\u201cTorpedos, bombas ou submarinos preparados para interceptar sinais podem causar danos relevantes a esses cabos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Caso seja danificado, os reflexos s\u00e3o sentidos rapidamente. \u201cSe isso acontece, o aplicativo do banco trava, o Pix demora, a maquininha de cart\u00e3o n\u00e3o autoriza compras e o streaming fica carregando sem reproduzir o v\u00eddeo\u201d, explica Pablo Alencar.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cLeva semanas para localizar o ponto exato da ruptura e concluir o reparo. N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que um problema nos cabos pr\u00f3ximos ao Estreito de Ormuz teria efeitos no Brasil\u201d, acrescenta.<br \/>\nCardoso afirma ainda que o setor financeiro tende a ser um dos primeiros afetados em situa\u00e7\u00f5es de instabilidade. \u201cOs bancos dependem de conex\u00f5es internacionais para processar opera\u00e7\u00f5es. Existem rotas alternativas, mas elas n\u00e3o suportam toda a demanda\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n<p><em>Foto: Gov.br\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/05\/internet_brasileira_2.jpeg\" alt=\"internet_brasileira_2.jpeg\" \/><\/p>\n<h3><strong>Como os cabos submarinos funcionam?<\/strong><\/h3>\n<p>Os cabos submarinos s\u00e3o instalados por navios especializados operados por um grupo seleto de empresas globais, como SubCom, Alcatel Submarine Networks, NEC Corporation e HMN Tech. Em \u00e1reas pr\u00f3ximas ao litoral, essas estruturas chegam a ser enterradas para evitar danos causados por \u00e2ncoras, pesca e embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esses fios podem ficar a at\u00e9 4 mil metros de profundidade e possuem diferentes camadas de prote\u00e7\u00e3o. \u201cEles transmitem dados na velocidade da luz e s\u00e3o preparados para suportar press\u00e3o extrema, terremotos e at\u00e9 mordidas de animais marinhos\u201d, afirma Cardoso.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, gigantes da tecnologia como Google e Meta passaram a investir bilh\u00f5es nesse mercado para ampliar a capacidade de servi\u00e7os digitais e intelig\u00eancia artificial. O Brasil tamb\u00e9m ocupa posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nessa rede global, principalmente por meio de Fortaleza.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 rompimentos, embarca\u00e7\u00f5es especializadas s\u00e3o enviadas para localizar o ponto exato do dano no fundo do oceano. \u201cPrimeiro \u00e9 preciso encontrar a ruptura. S\u00f3 depois come\u00e7a o trabalho de reparo e reconex\u00e3o do cabo\u201d, explica Pablo Alencar.<\/p>\n<p><em>Foto: submarinecablemap.com<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/05\/internet_brasileira_1.jpeg\" alt=\"internet_brasileira_1.jpeg\" \/><\/p>\n<h2><strong>O mito dos sat\u00e9lites<\/strong><\/h2>\n<p>Apesar da percep\u00e7\u00e3o de que a internet funciona majoritariamente por sat\u00e9lites, dados da UIT mostram que aproximadamente 99% de todo o tr\u00e1fego internacional de dados \u00e9 transmitido por cabos submarinos de fibra \u00f3ptica espalhados pelo fundo dos oceanos. Os sat\u00e9lites representam menos de 1% desse fluxo global de informa\u00e7\u00f5es de longa dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Segundo Cardoso, se essas estruturas aqu\u00e1ticas forem comprometidas, o resultado pode ser sentido em larga escala.<\/p>\n<p>\u201cIsso gera lat\u00eancia, lentid\u00e3o nas rotas de internet e pode provocar um apag\u00e3o digital em diferentes servi\u00e7os, ou seja, o inferno na Terra\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/456930\/conflito-no-estreito-de-ormuz-pode-impactar-internet-brasileira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escalada das tens\u00f5es no Estreito de Ormuz, uma das rotas mar\u00edtimas mais estrat\u00e9gicas do planeta, acendeu um alerta entre especialistas em infraestrutura digital sobre poss\u00edveis impactos no funcionamento da internet no Brasil e em outros pa\u00edses. Embora invis\u00edveis para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o, os cabos submarinos de fibra \u00f3ptica s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":22567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-22564","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacionais"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/fatoelado.com\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/internet_brasileira_4.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22564"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22564\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22566,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22564\/revisions\/22566"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}