{"id":22087,"date":"2026-05-20T14:02:37","date_gmt":"2026-05-20T17:02:37","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=22087"},"modified":"2026-05-20T14:02:37","modified_gmt":"2026-05-20T17:02:37","slug":"automedicacao-pode-esconder-sinais-cardiacos-e-agravar-riscos-em-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=22087","title":{"rendered":"Automedica\u00e7\u00e3o pode esconder sinais card\u00edacos e agravar riscos em pacientes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/01\/dor_cora%C3%A7%C3%A3o_cardiaco_13.jpg\" alt=\"dor_cora\u00e7\u00e3o_cardiaco_13.jpg\" \/><\/p>\n<p>Com uso frequente de analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios e antigripais sem orienta\u00e7\u00e3o, especialistas chamam aten\u00e7\u00e3o para sintomas que podem parecer simples, mas exigem avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, especialmente em pessoas com hist\u00f3rico cardiovascular<\/p>\n<p>Tomar um rem\u00e9dio \u201cs\u00f3 para aliviar\u201d dor, febre, gripe ou mal-estar \u00e9 um h\u00e1bito comum entre os brasileiros. Mas, quando a automedica\u00e7\u00e3o envolve pessoas com hipertens\u00e3o, arritmias, insufici\u00eancia card\u00edaca, hist\u00f3rico de infarto ou fatores de risco cardiovascular, a pr\u00e1tica pode deixar de ser apenas um comportamento corriqueiro e se tornar um fator de agravamento silencioso.<\/p>\n<p>Levantamento ICTQ\/Datafolha aponta que 86% dos brasileiros com 16 anos ou mais declaram consumir medicamentos por conta pr\u00f3pria, o equivalente a cerca de 138 milh\u00f5es de pessoas. Em 2024, o Conselho Federal de Farm\u00e1cia tamb\u00e9m divulgou alerta informando que a automedica\u00e7\u00e3o atinge aproximadamente 9 em cada 10 brasileiros. Entre os medicamentos mais usados sem prescri\u00e7\u00e3o est\u00e3o analg\u00e9sicos, antigripais e relaxantes musculares, grupos frequentemente presentes nas farmacinhas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p>O alerta ganha peso em um pa\u00eds onde as doen\u00e7as cardiovasculares seguem como uma das principais causas de morte. Segundo dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e pela Biblioteca Virtual em Sa\u00fade, o Brasil registra cerca de 400 mil mortes por doen\u00e7as cardiovasculares ao ano. No caso do infarto agudo do mioc\u00e1rdio, a estimativa oficial \u00e9 de 300 mil a 400 mil casos anuais, com um \u00f3bito a cada cinco a sete casos.<\/p>\n<p>Para a Dra. Bianca Maria Prezepiorski, cardiologista, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no medicamento em si, mas no contexto em que ele \u00e9 usado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cUma dor no peito confundida com azia, uma falta de ar tratada como gripe ou uma palpita\u00e7\u00e3o atribu\u00edda apenas ao estresse podem atrasar a procura por atendimento. A automedica\u00e7\u00e3o muitas vezes melhora temporariamente o sintoma, mas n\u00e3o esclarece a causa. Em cardiologia, esse tempo perdido pode fazer diferen\u00e7a\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Anti-inflamat\u00f3rios exigem aten\u00e7\u00e3o especial<\/strong><\/h2>\n<p>Entre os medicamentos de uso frequente sem orienta\u00e7\u00e3o, os anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroidais merecem aten\u00e7\u00e3o especial. Subst\u00e2ncias como ibuprofeno, diclofenaco e nimesulida podem estar associadas \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos, eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial, sobrecarga renal e intera\u00e7\u00e3o com medicamentos usados por pacientes hipertensos ou card\u00edacos.<\/p>\n<p>O risco \u00e9 ainda maior quando o paciente j\u00e1 faz uso de rem\u00e9dios para press\u00e3o, diur\u00e9ticos, anticoagulantes ou medicamentos para insufici\u00eancia card\u00edaca. Nesses casos, a automedica\u00e7\u00e3o pode interferir no controle da doen\u00e7a ou aumentar a chance de eventos adversos.<\/p>\n<p>\u201cPara uma pessoa jovem, saud\u00e1vel e sem fatores de risco, o uso pontual de determinados medicamentos pode parecer inofensivo. Mas para quem tem press\u00e3o alta, doen\u00e7a coronariana, insufici\u00eancia card\u00edaca, arritmia ou doen\u00e7a renal, a mesma escolha pode ter outro impacto. \u00c9 por isso que o rem\u00e9dio que funcionou para um familiar ou vizinho n\u00e3o deve ser usado como refer\u00eancia\u201d, explica Dra. Bianca.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tamb\u00e9m alerta que anti-inflamat\u00f3rios, incluindo \u00e1cido acetilsalic\u00edlico, ibuprofeno, nimesulida, diclofenaco e corticoides, podem trazer riscos em determinadas situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, especialmente quando usados sem avalia\u00e7\u00e3o profissional. Em alguns contextos, esses medicamentos podem aumentar risco de sangramento ou agravar quadros j\u00e1 existentes. Bula e documentos t\u00e9cnicos de medicamentos como o diclofenaco tamb\u00e9m registram cautela em pacientes com doen\u00e7a cardiovascular, hipertens\u00e3o n\u00e3o controlada ou fatores de risco, como diabetes, tabagismo e hiperlipidemia.<\/p>\n<h2><strong>Sintomas card\u00edacos podem parecer \u201ccoisas simples\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>A automedica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode mascarar sintomas que merecem investiga\u00e7\u00e3o. Dor no peito, queima\u00e7\u00e3o persistente, falta de ar, tontura, palpita\u00e7\u00f5es, suor frio, n\u00e1useas, cansa\u00e7o fora do habitual e incha\u00e7o nas pernas s\u00e3o sinais que n\u00e3o devem ser ignorados, principalmente quando aparecem em pessoas com fatores de risco.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNem todo desconforto \u00e9 infarto, mas todo sintoma persistente, diferente do padr\u00e3o da pessoa ou associado a falta de ar, suor frio, tontura ou mal-estar intenso precisa ser levado a s\u00e9rio. O perigo \u00e9 tentar resolver em casa algo que exige avalia\u00e7\u00e3o imediata\u201d, refor\u00e7a a cardiologista.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo a especialista, outro ponto comum \u00e9 a interrup\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o de medicamentos prescritos. Pacientes que se sentem bem podem reduzir doses por conta pr\u00f3pria, deixar de tomar rem\u00e9dios para press\u00e3o ou misturar tratamentos sem informar ao m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u201cControle cardiovascular \u00e9 continuidade. Quando o paciente muda a dose, suspende um medicamento ou acrescenta outro por conta pr\u00f3pria, ele desorganiza um tratamento que foi pensado para proteger cora\u00e7\u00e3o, rins, c\u00e9rebro e circula\u00e7\u00e3o. A aus\u00eancia de sintomas n\u00e3o significa aus\u00eancia de risco\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cFalar de automedica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 assustar a popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 lembrar que medicamento \u00e9 uma ferramenta importante, mas precisa ser usado no contexto certo. O paciente deve conhecer seus fatores de risco, manter acompanhamento e procurar atendimento quando um sintoma foge do habitual. No cora\u00e7\u00e3o, prevenir quase sempre \u00e9 mais simples do que remediar tarde\u201d, finaliza a Dra. Bianca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/456318\/automedicacao-pode-esconder-sinais-cardiacos-e-agravar-riscos-em-pacientes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uso frequente de analg\u00e9sicos, anti-inflamat\u00f3rios e antigripais sem orienta\u00e7\u00e3o, especialistas chamam aten\u00e7\u00e3o para sintomas que podem parecer simples, mas exigem avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, especialmente em pessoas com hist\u00f3rico cardiovascular Tomar um rem\u00e9dio \u201cs\u00f3 para aliviar\u201d dor, febre, gripe ou mal-estar \u00e9 um h\u00e1bito comum entre os brasileiros. 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