{"id":20800,"date":"2026-04-25T11:05:55","date_gmt":"2026-04-25T14:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=20800"},"modified":"2026-04-25T11:05:55","modified_gmt":"2026-04-25T14:05:55","slug":"ufpi-identifica-fossil-de-preguica-gigante-que-viveu-ha-33-mil-anos-no-piaui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=20800","title":{"rendered":"UFPI identifica f\u00f3ssil de pregui\u00e7a-gigante que viveu h\u00e1 33 mil anos no Piau\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/04\/preguica_gigante.jpeg\" alt=\"preguica_gigante.jpeg\" \/><\/p>\n<p>Uma pesquisa da Universidade Federal do Piau\u00ed (UFPI) identificou um f\u00f3ssil de pregui\u00e7a-gigante no munic\u00edpio de Arraial, a cerca de 220 km de Teresina. O animal viveu h\u00e1 cerca de 33 mil anos, segundo an\u00e1lise feita por meio de data\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O estudo foi desenvolvido na disserta\u00e7\u00e3o de mestrado da pesquisadora Mariana Miranda de Sousa, orientada pelo professor Daniel Fortier, do campus de Floriano. A pesquisa analisou f\u00f3sseis da esp\u00e9cie\u00a0<em>Eremotherium laurillardi<\/em>, um animal de grande porte que habitou as Am\u00e9ricas durante o per\u00edodo Pleistoceno.<\/p>\n<h2><strong>Descoberta amplia mapa da megafauna no Piau\u00ed<\/strong><\/h2>\n<p>Os f\u00f3sseis desse tipo s\u00e3o mais comuns no sudeste do estado, especialmente na regi\u00e3o da Serra da Capivara. Por isso, o registro em Arraial \u00e9 considerado incomum e importante para a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, o achado amplia o entendimento sobre a presen\u00e7a desses animais em \u00e1reas ainda pouco estudadas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA gente comumente encontra esses f\u00f3sseis no sudeste piauiense. O registro em Arraial, no centro-norte, \u00e9 diferenciado e tem grande relev\u00e2ncia para entender a distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d, explicou.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Como os cientistas descobriram a idade do f\u00f3ssil<\/strong><\/h2>\n<p>Para identificar a idade do animal, os pesquisadores utilizaram a t\u00e9cnica de data\u00e7\u00e3o por carbono-14, um m\u00e9todo cient\u00edfico que permite estimar h\u00e1 quanto tempo um organismo viveu.<\/p>\n<p>O resultado indicou que a pregui\u00e7a-gigante viveu h\u00e1 aproximadamente 33 mil anos, per\u00edodo anterior \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da megafauna nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Parte das an\u00e1lises foi realizada em uma universidade no estado da Ge\u00f3rgia, nos Estados Unidos, devido \u00e0 necessidade de equipamentos espec\u00edficos.<\/p>\n<h2><strong>Como era o ambiente no Piau\u00ed h\u00e1 milhares de anos<\/strong><\/h2>\n<p>Al\u00e9m da idade, o estudo tamb\u00e9m investigou como era o ambiente em que o animal vivia.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises isot\u00f3picas mostraram que a pregui\u00e7a-gigante tinha uma alimenta\u00e7\u00e3o baseada principalmente em gram\u00edneas, indicando uma dieta rica em plantas t\u00edpicas de clima quente.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os dados revelaram que o ambiente da \u00e9poca era diferente do atual.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cConseguimos identificar que era um cen\u00e1rio mais frio e \u00famido, com maior disponibilidade de \u00e1gua\u201d, afirmou a pesquisadora.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Tecnologia ajuda a reconstruir o passado<\/strong><\/h2>\n<p><em>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ UFPI<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/04\/pesquisadores_em_campo_-_preguica_gigante.jpeg\" alt=\"pesquisadores_em_campo_-_preguica_gigante.jpeg\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores em campo<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m utilizou modelagem de nicho ecol\u00f3gico, uma ferramenta computacional que permite estimar onde determinada esp\u00e9cie poderia viver com base em condi\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>O modelo foi constru\u00eddo a partir de 97 registros da esp\u00e9cie, sendo 37 com data\u00e7\u00e3o confirmada. A t\u00e9cnica ajuda a entender como esses animais se distribu\u00edam ao longo do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>De acordo com o orientador Daniel Fortier, o trabalho contribui para preencher lacunas no conhecimento sobre a megafauna no Nordeste.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA principal contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar o conhecimento sobre a ocorr\u00eancia dessas esp\u00e9cies em regi\u00f5es ainda pouco estudadas, como o centro-norte do Piau\u00ed\u201d, destacou.<\/p><\/blockquote>\n<p>A pesquisa refor\u00e7a a import\u00e2ncia de explorar novas \u00e1reas fora dos s\u00edtios j\u00e1 conhecidos e ajuda a reconstruir o cen\u00e1rio ambiental do Piau\u00ed h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo contribui para entender como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ambientais podem ter influenciado a vida e a extin\u00e7\u00e3o de grandes animais no passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/454875\/ufpi-identifica-fossil-de-preguica-gigante-que-viveu-ha-33-mil-anos-no-piaui<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Universidade Federal do Piau\u00ed (UFPI) identificou um f\u00f3ssil de pregui\u00e7a-gigante no munic\u00edpio de Arraial, a cerca de 220 km de Teresina. 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