{"id":18958,"date":"2026-03-19T12:22:58","date_gmt":"2026-03-19T15:22:58","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=18958"},"modified":"2026-03-19T12:22:58","modified_gmt":"2026-03-19T15:22:58","slug":"brasil-atinge-menor-indice-de-mortalidade-infantil-em-34-anos-aponta-unicef","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=18958","title":{"rendered":"Brasil atinge menor \u00edndice de mortalidade infantil em 34 anos, aponta Unicef"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/11\/rec%C3%A9m_nascido_-_bebe_-_natalidade.jpg\" alt=\"rec\u00e9m_nascido_-_bebe_-_natalidade.jpg\" \/><\/p>\n<p>O Brasil registrou, em 2024, o menor \u00edndice de mortalidade neonatal, que ocorre nos primeiros 28 dias de vida, e de mortalidade de crian\u00e7as menores de cinco anos dos \u00faltimos 34 anos. Os dados foram divulgados na ter\u00e7a-feira, 17, pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef). Nesse per\u00edodo, a taxa de mortalidade neonatal caiu de 25 para 7 mortes a cada mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade de crian\u00e7as de at\u00e9 cinco anos foi de 63 para 14.<\/p>\n<p>O Pa\u00eds segue uma tend\u00eancia global de redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices, sendo um exemplo positivo, segundo Luciana Phebo, chefe de sa\u00fade do Unicef no Brasil. O Pa\u00eds, por exemplo, j\u00e1 atingiu as Metas de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) para 2030, que estabelecem o fim das mortes evit\u00e1veis de rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as menores de cinco anos, com limites de at\u00e9 12 mortes por mil nascidos vivos no caso da mortalidade neonatal e at\u00e9 25 por mil entre menores de cinco anos.<\/p>\n<p>Apesar do avan\u00e7o, a situa\u00e7\u00e3o continua demandando aten\u00e7\u00e3o. A diminui\u00e7\u00e3o nos registros, segundo Luciana, n\u00e3o ocorre de maneira uniforme. A Regi\u00e3o Norte ainda concentra focos de alta mortalidade, e grupos espec\u00edficos, como crian\u00e7as ind\u00edgenas e quilombolas, permanecem mais vulner\u00e1veis por conta da dificuldade de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Entre 1\u00ba de janeiro e 19 de fevereiro deste ano, por exemplo, um surto de coqueluche em Roraima matou ao menos tr\u00eas crian\u00e7as Yanomami. A doen\u00e7a \u00e9 evit\u00e1vel por meio da vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>O que causa as mortes no Brasil?<\/strong><\/h2>\n<p>Em 2024, entre crian\u00e7as em idade neonatal, a principal causa de morte foi a prematuridade, seguida por anomalias cong\u00eanitas e complica\u00e7\u00f5es no parto. &#8220;Uma medida super importante para diminuir essas mortes \u00e9 ter um bom pr\u00e9-natal. O trabalho contra a mortalidade infantil deve come\u00e7ar ainda durante a gesta\u00e7\u00e3o, antes da crian\u00e7a nascer. O recomendado \u00e9 que o pr\u00e9-natal tenha pelo menos sete consultas&#8221;, destaca Luciana.<\/p>\n<p>Para as crian\u00e7as menores de cinco anos que superaram o per\u00edodo neonatal, as causas passam a ser mais relacionadas a fatores externos frequentemente evit\u00e1veis, como doen\u00e7as infecciosas. &#8220;Por isso a import\u00e2ncia da cobertura vacinal. Quando promovemos a cobertura, evitamos doen\u00e7as como o sarampo, que tem uma mortalidade muito alta&#8221;, cita a chefe de sa\u00fade.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Outra quest\u00e3o importante \u00e9 a alimenta\u00e7\u00e3o. Crian\u00e7as desnutridas, que muitas vezes t\u00eam acesso a alimentos, mas n\u00e3o saud\u00e1veis, como os ultraprocessados, ficam mais suscet\u00edveis a infec\u00e7\u00f5es oportunistas. Uma estrat\u00e9gia relevante para melhorar esse quadro \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o: a crian\u00e7a estar na escola, onde se alimenta e tem acesso a comida mais saud\u00e1vel&#8221;, adiciona.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Por isso, Luciana chama aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do programa Bolsa Fam\u00edlia, que estabelece condicionalidades para o recebimento do benef\u00edcio, como manter o calend\u00e1rio vacinal das crian\u00e7as em dia, o que previne mortes por doen\u00e7as infecciosas, e garantir a frequ\u00eancia escolar, o que tamb\u00e9m contribui para o acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a viol\u00eancia foi respons\u00e1vel por quase metade (49%) das mortes de meninos, com doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis ocupando o segundo lugar (18%). Acidentes de tr\u00e2nsito foram a terceira causa mais comum (14% das mortes).<\/p>\n<p>Entre meninas na mesma faixa et\u00e1ria, doen\u00e7as n\u00e3o transmiss\u00edveis foram a principal causa de morte (37%), seguidas por doen\u00e7as transmiss\u00edveis (17%), pela viol\u00eancia (12%) e pelo suic\u00eddio (10%)<\/p>\n<h2><strong>Que iniciativas ajudaram o Brasil?<\/strong><\/h2>\n<p>Segundo Luciana, o resultado positivo do Brasil \u00e9 resultado de uma s\u00e9rie de medidas adotadas nos \u00faltimos anos, como a amplia\u00e7\u00e3o da Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade nos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Bolsa Fam\u00edlia, ela destaca a Estrat\u00e9gia Sa\u00fade da Fam\u00edlia (ESF), que utiliza agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade para identificar fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, garantir o acesso a servi\u00e7os m\u00e9dicos e vacinar o p\u00fablico diretamente nas comunidades.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia positiva, segundo ela, foi o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE), que busca garantir acesso a refei\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis nas escolas. Al\u00e9m disso, a promo\u00e7\u00e3o do aleitamento materno exclusivo at\u00e9 o sexto m\u00eas tamb\u00e9m \u00e9 fundamental.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;O leite materno salva vidas. \u00c9 uma forma n\u00e3o s\u00f3 de nutrir a crian\u00e7a, mas tamb\u00e9m de proteg\u00ea-la contra infec\u00e7\u00f5es. N\u00f3s dizemos que o leite materno \u00e9 a primeira vacina que a crian\u00e7a recebe.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Cen\u00e1rio mundial<\/strong><\/h2>\n<p>No mundo, cerca de 4,9 milh\u00f5es de crian\u00e7as morreram antes de completar cinco anos em 2024, incluindo 2,3 milh\u00f5es de rec\u00e9m-nascidos, de acordo com o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As principais causas entre rec\u00e9m-nascidos foram complica\u00e7\u00f5es da prematuridade (36%) e complica\u00e7\u00f5es durante o parto (21%). Infec\u00e7\u00f5es, incluindo sepse neonatal e anomalias cong\u00eanitas, tamb\u00e9m foram causas importantes. Ap\u00f3s o primeiro m\u00eas de vida, mal\u00e1ria, diarreia e pneumonia foram grandes respons\u00e1veis pelos \u00f3bitos.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m destaca o impacto da desnutri\u00e7\u00e3o: mais de 100 mil crian\u00e7as com idades entre um m\u00eas e 5 anos incompletos morreram dessa condi\u00e7\u00e3o em 2024. &#8220;Mas o impacto \u00e9 muito maior quando se consideram os efeitos indiretos, j\u00e1 que a desnutri\u00e7\u00e3o enfraquece a imunidade e aumenta o risco de morte por doen\u00e7as comuns da inf\u00e2ncia&#8221;, alerta o Unicef, em nota.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia, as mortes permanecem altamente concentradas geograficamente. Em 2024, a \u00c1frica Subsaariana foi respons\u00e1vel por 58% de todas as mortes de menores de cinco anos e o Sul da \u00c1sia concentrou 25% dos registros.<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;Pa\u00edses fr\u00e1geis e afetados por conflitos continuam carregando uma parcela desproporcional dessas mortes. Crian\u00e7as nascidas nessas situa\u00e7\u00f5es t\u00eam quase tr\u00eas vezes mais chance de morrer antes dos cinco anos do que aquelas em outros contextos&#8221;, diz.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O relat\u00f3rio revela ainda que aproximadamente 2,1 milh\u00f5es de pessoas entre cinco e 24 anos morreram em 2024. Doen\u00e7as infecciosas e les\u00f5es continuam sendo as principais causas de morte entre crian\u00e7as mais novas, enquanto na adolesc\u00eancia os riscos mudam: globalmente, o suic\u00eddio \u00e9 a principal causa entre meninas de 15 a 19 anos; e os acidentes de tr\u00e2nsito, entre os meninos na mesma faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<h2><strong>Para mudar o cen\u00e1rio, o Unicef defende que governos, doadores e parceiros devem:<\/strong><\/h2>\n<p>&#8211; Tornar a sobreviv\u00eancia infantil uma prioridade pol\u00edtica e financeira;<\/p>\n<p>&#8211; Focar naqueles em maior risco, especialmente m\u00e3es e crian\u00e7as na \u00c1frica Subsaariana e no Sul da \u00c1sia, e em contextos fr\u00e1geis e de conflito;<\/p>\n<p>&#8211; Fortalecer o cumprimento dos compromissos existentes para reduzir mortes maternas, neonatais e infantis, incluindo registro de dados de forma transparente, assim como monitoramento e divulga\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Investir em sistemas de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade para prevenir, diagnosticar e tratar as principais causas de morte entre crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/452708\/brasil-atinge-menor-indice-de-mortalidade-infantil-em-34-anos-aponta-unicef<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou, em 2024, o menor \u00edndice de mortalidade neonatal, que ocorre nos primeiros 28 dias de vida, e de mortalidade de crian\u00e7as menores de cinco anos dos \u00faltimos 34 anos. 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