{"id":17726,"date":"2026-02-18T23:12:22","date_gmt":"2026-02-19T02:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=17726"},"modified":"2026-02-18T23:12:22","modified_gmt":"2026-02-19T02:12:22","slug":"seu-filho-nao-gosta-de-certos-legumes-pesquisa-indica-que-genetica-influencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=17726","title":{"rendered":"Seu filho n\u00e3o gosta de certos legumes? Pesquisa indica que gen\u00e9tica influencia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2026\/02\/crian%C3%A7a_legumes_verdura.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A dificuldade de fazer uma crian\u00e7a aceitar determinados alimentos \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum em muitas fam\u00edlias. Legumes como o br\u00f3colis, por exemplo, costumam provocar caretas, rejei\u00e7\u00e3o imediata e at\u00e9 n\u00e1usea em alguns pequenos. Mas apesar desse comportamento ainda ser frequentemente interpretado como birra ou seletividade exagerada, estudos recentes indicam que a explica\u00e7\u00e3o pode estar no DNA.<\/p>\n<p>De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, p\u00f3s PhD em neuroci\u00eancias e especialista em gen\u00f4mica, a rejei\u00e7\u00e3o alimentar infantil nem sempre tem origem psicol\u00f3gica ou comportamental. Em atendimentos cl\u00ednicos e an\u00e1lises gen\u00e9ticas realizadas com fam\u00edlias, o neurocientista observou padr\u00f5es claros que associam a recusa por determinados alimentos a predisposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas espec\u00edficas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAnalisei dados gen\u00e9ticos de dezenas de crian\u00e7as e entrevistei seus familiares sobre o comportamento alimentar. Em todos os casos, foi poss\u00edvel identificar diferen\u00e7as gen\u00e9ticas relacionadas \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o de certos alimentos\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cEssas crian\u00e7as n\u00e3o estavam \u2018com frescura para comer\u2019, mas reagindo a est\u00edmulos que o pr\u00f3prio organismo interpreta como desagrad\u00e1veis ou potencialmente nocivos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Genes ligados \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o de alimentos<\/strong><\/h2>\n<p>Um dos exemplos observados envolve crian\u00e7as com hipermobilidade, condi\u00e7\u00e3o caracterizada por maior elasticidade dos tecidos. Essa caracter\u00edstica pode interferir na sensibilidade oral e na forma como texturas e sabores s\u00e3o percebidos.<\/p>\n<p>\u201cEssas crian\u00e7as apresentavam rejei\u00e7\u00e3o alimentar real, associada a uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Em muitos casos, os pais s\u00f3 descobriram a hipermobilidade a partir dessas an\u00e1lises\u201d, relata o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, autor do estudo realizado atrav\u00e9s do GIP \u2013 Genetic Intelligence Project, projeto de an\u00e1lise avan\u00e7ada em bioinform\u00e1tica e epistasia criado para interpretar o genoma humano como um sistema integrado, din\u00e2mico e funcional em parceria com o CPAH &#8211; Centro de Pesquisa e An\u00e1lises Her\u00e1clito.<\/p>\n<p>No caso de alimentos como o br\u00f3colis, por exemplo, o especialista cita a atua\u00e7\u00e3o do gene TAS2R38, respons\u00e1vel pela percep\u00e7\u00e3o de sabores amargos. Em algumas pessoas, esse gene faz com que certos vegetais tenham um gosto extremamente intenso, descrito como qu\u00edmico ou at\u00e9 venenoso.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO que o intestino sente, o c\u00e9rebro interpreta como risco. A partir disso, cria-se uma avers\u00e3o neuroqu\u00edmica como mecanismo de prote\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma resposta instintiva, ligada \u00e0 sobreviv\u00eancia, e n\u00e3o a uma escolha consciente da crian\u00e7a.\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 substituir os alimentos rejeitados por outros com valor nutricional semelhante.<\/p>\n<p>\u201cSe a crian\u00e7a n\u00e3o tolera br\u00f3colis, existem diversas alternativas que oferecem as mesmas vitaminas e minerais. O importante \u00e9 garantir o aporte nutricional sem for\u00e7ar o consumo\u201d, afirma o neurocientista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>\u00c9 diferente de alergias<\/strong><\/h2>\n<p>Mas o Dr. Fabiano de Abreu Agrela destaca ainda que esses casos n\u00e3o se confundem com alergias alimentares, j\u00e1 que os sintomas costumam ser mais sutis. Durante as an\u00e1lises, ele tamb\u00e9m identificou crian\u00e7as com desconforto ao consumir leite que apresentavam predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica \u00e0 intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose, mesmo sem diagn\u00f3stico formal.<\/p>\n<p>Elas n\u00e3o tinham sintomas graves, mas o organismo j\u00e1 sinalizava dificuldade na digest\u00e3o\u201d, observa.<\/p>\n<p>De acordo com o Dr. Fabiano, a nutrigen\u00e9tica amplia o di\u00e1logo entre fam\u00edlias, m\u00e9dicos e nutricionistas, permitindo planos alimentares mais individualizados e eficientes. Ele tamb\u00e9m refor\u00e7a que testes gen\u00e9ticos est\u00e3o cada vez mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cAinda existe a ideia de que exames gen\u00e9ticos s\u00e3o caros, mas hoje eles est\u00e3o muito mais dispon\u00edveis. Com informa\u00e7\u00e3o adequada, \u00e9 poss\u00edvel evitar conflitos \u00e0 mesa e cuidar melhor da sa\u00fade da crian\u00e7a\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/451002\/seu-filho-nao-gosta-de-certos-legumes-pesquisa-indica-que-genetica-influencia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dificuldade de fazer uma crian\u00e7a aceitar determinados alimentos \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum em muitas fam\u00edlias. Legumes como o br\u00f3colis, por exemplo, costumam provocar caretas, rejei\u00e7\u00e3o imediata e at\u00e9 n\u00e1usea em alguns pequenos. 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