{"id":17288,"date":"2026-02-09T10:58:27","date_gmt":"2026-02-09T13:58:27","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=17288"},"modified":"2026-02-09T10:58:27","modified_gmt":"2026-02-09T13:58:27","slug":"5-crencas-comuns-sobre-o-cancer-que-podem-prejudicar-o-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=17288","title":{"rendered":"5 cren\u00e7as comuns sobre o c\u00e2ncer que podem prejudicar o tratamento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/11\/comida_alimenta%C3%A7%C3%A3o_sucos.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Embora fatores como gen\u00e9tica e envelhecimento sejam inevit\u00e1veis, a oncologia moderna refor\u00e7a que o que pode ser modificado tem impacto direto sobre a doen\u00e7a, n\u00e3o apenas na preven\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na resposta ao tratamento. Estudos1,2 mostram que o chamado \u201cmicroambiente tumoral\u201d, um sistema que envolve c\u00e9lulas, metabolismo e resposta imunol\u00f3gica, influencia a progress\u00e3o e a capacidade de crescimento dos tumores, sendo diretamente influenciado pelas condi\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas do organismo.<\/p>\n<p>Alimenta\u00e7\u00e3o, sono, atividade f\u00edsica e redu\u00e7\u00e3o do estresse est\u00e3o entre os fatores que controlam esse microambiente, com efeitos sobre processos metab\u00f3licos e inflamat\u00f3rios ligados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. \u201cExiste uma ideia de que, depois do c\u00e2ncer, nada mais faz diferen\u00e7a. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade\u201d, afirma o oncologista Guilherme Harada, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas. Segundo ele, h\u00e1bitos como se movimentar mais, manter uma dieta equilibrada, estar com a vacina\u00e7\u00e3o em dia e cuidar da sa\u00fade emocional n\u00e3o apenas auxiliam o tratamento, como ajudam o corpo a enfrentar melhor a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Abaixo, especialistas do S\u00edrio-Liban\u00eas listam cinco mitos sobre a doen\u00e7a.<\/p>\n<h2><strong>\u201cA\u00e7\u00facar alimenta o c\u00e2ncer\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Durante o tratamento do c\u00e2ncer, a alimenta\u00e7\u00e3o passa a integrar a estrat\u00e9gia de cuidado. Pequenos ajustes no prato j\u00e1 mostram impacto comprovado na resposta do organismo, na toler\u00e2ncia aos tratamentos e at\u00e9 na preven\u00e7\u00e3o para que a doen\u00e7a n\u00e3o volte a aparecer. De acordo com Thais Giovaninni, nutricionista, padr\u00f5es alimentares saud\u00e1veis ajudam a criar um ambiente menos inflamat\u00f3rio e mais favor\u00e1vel \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o existe alimenta\u00e7\u00e3o antic\u00e2ncer. O que existe \u00e9 um padr\u00e3o alimentar que garante melhor resposta ao tratamento e ajuda a minimizar efeitos colaterais\u201d, explica. O foco deve estar no consumo regular de frutas, verduras, legumes, gr\u00e3os integrais, boas fontes de gordura e prote\u00ednas adequadas, sempre com orienta\u00e7\u00e3o personalizada.<\/p>\n<p>\u201cDietas muito restritivas podem levar \u00e0 perda de peso e de massa muscular, aumentando o risco de efeitos colaterais e at\u00e9 levando \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o do tratamento\u201d, alerta Thais. O mesmo vale para mitos populares, como a ideia de que o a\u00e7\u00facar deve ser totalmente eliminado. \u201cTodas as c\u00e9lulas do corpo precisam de glicose. O problema \u00e9 o excesso, especialmente de a\u00e7\u00facar adicionado\u201d, afirma. \u201cBuscar const\u00e2ncia em boas escolhas, e n\u00e3o a perfei\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que realmente protege o paciente ao longo da vida.\u201d<\/p>\n<h2><strong>\u201cEstou doente, preciso ficar em repouso\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>O medo de \u201cfor\u00e7ar demais\u201d durante a quimioterapia ou a radioterapia ainda paralisa muita gente, inclusive quem nunca teve o h\u00e1bito de se exercitar. Essa l\u00f3gica, por\u00e9m, ficou no passado. Hoje, a medicina \u00e9 clara ao afirmar que a atividade f\u00edsica, quando bem orientada, \u00e9 segura, ajuda o organismo a responder melhor ao tratamento e pode reduzir o risco de recidiva.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mito achar que quem nunca fez exerc\u00edcio n\u00e3o pode come\u00e7ar depois do diagn\u00f3stico. O exerc\u00edcio faz parte do tratamento\u201d, afirma a m\u00e9dica fisiatra Isabel Chateaubriand Diniz Salles. Segundo ela, o movimento contribui para reduzir a inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, melhora a resposta imunol\u00f3gica, diminui a resist\u00eancia \u00e0 insulina e impacta diretamente a sa\u00fade mental. \u201cN\u00e3o \u00e9 tudo ou nada. Come\u00e7ar, nem que seja com dez minutos por dia, e progredir at\u00e9, pelo menos, 150 minutos semanais de exerc\u00edcios aer\u00f3bicos, associados ao fortalecimento muscular, alongamentos e treino de equil\u00edbrio, \u00e9 uma estrat\u00e9gia concreta para transformar o corpo e a rela\u00e7\u00e3o do paciente com a doen\u00e7a\u201d, explica. A pr\u00e1tica regular \u00e9 um dos pilares da preven\u00e7\u00e3o e do controle das doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n<h2><strong>\u201cSou forte, n\u00e3o preciso de ajuda\u201d ou \u201cN\u00e3o quero incomodar\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>O estresse cr\u00f4nico e a ansiedade atrelados \u00e0 doen\u00e7a mant\u00eam o organismo em estado de alerta, com libera\u00e7\u00e3o persistente de cortisol e adrenalina, o que pode prejudicar o sono, aumentar a fadiga, intensificar a dor e dificultar a ades\u00e3o ao cuidado. \u201cIsso n\u00e3o significa que o estresse cause c\u00e2ncer ou impe\u00e7a o tratamento de funcionar, mas que o corpo responde melhor quando o sofrimento emocional \u00e9 reconhecido e cuidado\u201d, explica a psic\u00f3loga Patr\u00edcia Seta, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas. De acordo com a especialista, sentimentos como medo, tristeza, raiva e inseguran\u00e7a s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es humanas e esperadas, n\u00e3o s\u00e3o sinais de fraqueza. \u201cCuidar da sa\u00fade mental n\u00e3o elimina o medo, mas reduz o sofrimento, melhora a qualidade de vida, favorece a ades\u00e3o ao tratamento e ajuda o paciente a atravessar a jornada com mais apoio e sentido.\u201d<\/p>\n<h2><strong>\u201cVacinas causam doen\u00e7as, inclusive c\u00e2ncer\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>Hoje, a ci\u00eancia j\u00e1 reconhece que cerca de 13% dos c\u00e2nceres no mundo est\u00e3o associados a infec\u00e7\u00f5es evit\u00e1veis por imuniza\u00e7\u00e3o, com destaque para o HPV e a hepatite B3. A vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV pode prevenir at\u00e9 90%4 dos casos de c\u00e2ncer do colo do \u00fatero, al\u00e9m de reduzir de forma significativa tumores de \u00e2nus, p\u00eanis, orofaringe e vagina. J\u00e1 a vacina contra a hepatite B est\u00e1 associada a uma queda expressiva na incid\u00eancia de c\u00e2ncer de f\u00edgado em pa\u00edses que adotaram alta cobertura vacinal5. \u201cVacina tamb\u00e9m \u00e9 estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer\u201d, afirma o oncologista Dr. Guilherme Harada.<\/p>\n<p>Para quem j\u00e1 est\u00e1 em tratamento oncol\u00f3gico, manter o esquema atualizado \u00e9 uma medida de prote\u00e7\u00e3o essencial, j\u00e1 que t\u00eam maior risco de complica\u00e7\u00f5es graves por infec\u00e7\u00f5es como gripe e pneumonia, o que pode levar a interna\u00e7\u00f5es e at\u00e9 \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o do tratamento. \u201cA vacina n\u00e3o trata o c\u00e2ncer, mas evita intercorr\u00eancias que fragilizam o organismo e atrapalham o cuidado oncol\u00f3gico\u201d, explica Harada. Segundo ele, vacinas como a da gripe e da covid-19 s\u00e3o, em geral, recomendadas para pacientes oncol\u00f3gicos, com avalia\u00e7\u00e3o individual do tipo de tratamento e do momento cl\u00ednico. \u201cCuidar da imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 cuidar das condi\u00e7\u00f5es para que o tratamento funcione melhor.\u201d<\/p>\n<h2><strong>\u201cJ\u00e1 tenho c\u00e2ncer, n\u00e3o adianta abandonar o cigarro ou \u00e1lcool\u201d<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o tabaco est\u00e1 relacionado a cerca de 25%6 de todas as mortes por c\u00e2ncer, sendo o principal fator de risco para tumores de pulm\u00e3o, boca, laringe, es\u00f4fago, bexiga e p\u00e2ncreas, enquanto o \u00e1lcool responde por mais de 740 mil novos casos da doen\u00e7a por ano7,8, com forte associa\u00e7\u00e3o a c\u00e2ncer de mama, f\u00edgado, intestino e cabe\u00e7a e pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um mito achar que, depois do c\u00e2ncer, parar de fumar ou reduzir o \u00e1lcool n\u00e3o faz mais diferen\u00e7a. A interrup\u00e7\u00e3o melhora a resposta ao tratamento, reduz complica\u00e7\u00f5es, diminui o risco de novos tumores e impacta diretamente a sobrevida\u201d, afirma o oncologista Dr. Guilherme Harada. Para ele, n\u00e3o existe consumo seguro de cigarro ou \u00e1lcool do ponto de vista oncol\u00f3gico. \u201cCada redu\u00e7\u00e3o j\u00e1 conta, mas quanto antes cessar totalmente, maior o ganho para o paciente, esteja ele em tratamento ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/450503\/5-crencas-comuns-sobre-o-cancer-que-podem-prejudicar-o-tratamento<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora fatores como gen\u00e9tica e envelhecimento sejam inevit\u00e1veis, a oncologia moderna refor\u00e7a que o que pode ser modificado tem impacto direto sobre a doen\u00e7a, n\u00e3o apenas na preven\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na resposta ao tratamento. Estudos1,2 mostram que o chamado \u201cmicroambiente tumoral\u201d, um sistema que envolve c\u00e9lulas, metabolismo e resposta imunol\u00f3gica, influencia a progress\u00e3o e a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":17289,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[],"class_list":["post-17288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/fatoelado.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/comida_alimentacao_sucos.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17288"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17290,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17288\/revisions\/17290"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}