{"id":16127,"date":"2026-01-16T10:50:47","date_gmt":"2026-01-16T13:50:47","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=16127"},"modified":"2026-01-16T10:50:47","modified_gmt":"2026-01-16T13:50:47","slug":"lula-quer-aproximar-de-motta-para-impulsionar-escala-6x1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=16127","title":{"rendered":"Lula quer aproximar de Motta para impulsionar escala 6&#215;1"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/12\/lula.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O governo Lula (PT) tenta aproveitar a reaproxima\u00e7\u00e3o com o presidente da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para convenc\u00ea-lo a impulsionar projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6&#215;1. O Planalto acredita que a proposta tem forte apelo popular e pode fortalecer a campanha de reelei\u00e7\u00e3o do petista em outubro.<\/p>\n<p>Como mostrou a Folha de S.Paulo, Motta se aproximar\u00e1 cada vez mais de Lula em 2026 para garantir sua sobreviv\u00eancia na presid\u00eancia da C\u00e2mara e expandir sua influ\u00eancia eleitoral na Para\u00edba. Nesse sentido, ele retomou o di\u00e1logo com o l\u00edder do PT, Lindbergh Farias (RJ), com quem havia rompido rela\u00e7\u00f5es no \u00e1pice da crise da Casa com o governo, no fim de 2025.<\/p>\n<p>\u00c9 Lindbergh que tem capitaneado as conversas com Motta sobre o fim da escala 6&#215;1, segundo pessoas a par das movimenta\u00e7\u00f5es. O l\u00edder do PT tem argumentado que a pauta tem apoio popular e que o presidente da C\u00e2mara, se pautar e ajudar o governo a aprov\u00e1-la, sair\u00e1 como protagonista. Ainda no fim do ano passado, o parlamentar sinalizou disponibilidade para discutir o tema, mas sem garantias.<\/p>\n<p>Integrantes do n\u00facleo do governo n\u00e3o t\u00eam certeza se o presidente da C\u00e2mara est\u00e1 disposto a enfrentar a press\u00e3o que empres\u00e1rios do setor de servi\u00e7os, principalmente, far\u00e3o contra a aprova\u00e7\u00e3o da proposta.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m avaliam que mesmo se Motta aderir \u00e0 pauta n\u00e3o h\u00e1 garantia de que ela ser\u00e1 aprovada. O atual presidente da C\u00e2mara tem menos controle do plen\u00e1rio da Casa do que seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), por exemplo.<\/p>\n<p>Para setores do governo, pautar a proposta j\u00e1 \u00e9 uma vit\u00f3ria. Esses grupos consideram que \u00e9 uma pauta natural para a esquerda, com capacidade de emparedar a direita e o pr\u00f3prio centr\u00e3o perante a opini\u00e3o p\u00fablica. Seria uma chance o PT divulgar nas redes os nomes e fotos dos parlamentares que votaram contra ou n\u00e3o apoiaram a vota\u00e7\u00e3o do fim desse regime de trabalho.<\/p>\n<p>Para diminuir a resist\u00eancia de parlamentares e do empresariado \u00e0 proposta, o governo Lula quer discutir um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a escala 6&#215;1 ser, de fato, proibida. O Planalto sente um clima favor\u00e1vel perante a opini\u00e3o p\u00fablica neste momento e teme perder o timing caso deixe a discuss\u00e3o para 2027, mesmo num cen\u00e1rio de eventual reelei\u00e7\u00e3o de Lula.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a redu\u00e7\u00e3o da escala de trabalho come\u00e7ou com uma PEC (proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), mas o Planalto decidiu apoiar a proposi\u00e7\u00e3o que tivesse maior possibilidade de um andamento r\u00e1pido no Congresso \u0096neste caso, um projeto de lei. PECs precisam de dois ter\u00e7os dos votos na C\u00e2mara e no Senado, enquanto projetos de lei s\u00f3 necessitam da maioria dos votantes de cada Casa.<\/p>\n<p>A proposta abra\u00e7ada pelo governo \u00e9 capitaneada pelo deputado L\u00e9o Prates (PDT-BA), que assumiu a relatoria do projeto. O texto elaborado por Prates determina que a jornada de trabalho semanal seja reduzida de at\u00e9 44 horas para at\u00e9 40 horas, com dois dias consecutivos de descanso remunerado.<\/p>\n<p>O projeto veda redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios associada \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da jornada. Al\u00e9m disso, estipula uma transi\u00e7\u00e3o de dois anos para a redu\u00e7\u00e3o de jornada. Se o texto fosse aprovado hoje, em 2027 seriam 42 horas semanais de trabalho, e 40 horas a partir de 2028.<\/p>\n<p>O projeto do fim da escala 6&#215;1 faz parte do pacote de prioridades do governo Lula no Congresso. Integram essa cesta de propostas a MP (Medida Provis\u00f3ria) do Programa G\u00e1s do Povo e a PEC (Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) da Seguran\u00e7a P\u00fablica. O Planalto tem at\u00e9 meados de junho para tentar aprovar seus temas de interesse por causa das elei\u00e7\u00f5es de outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/449068\/lula-quer-aproximar-de-motta-para-impulsionar-escala-6&#215;1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo Lula (PT) tenta aproveitar a reaproxima\u00e7\u00e3o com o presidente da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para convenc\u00ea-lo a impulsionar projeto de lei que acaba com a escala de trabalho 6&#215;1. O Planalto acredita que a proposta tem forte apelo popular e pode fortalecer a campanha de reelei\u00e7\u00e3o do petista em outubro. 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