{"id":14047,"date":"2025-12-08T11:18:45","date_gmt":"2025-12-08T14:18:45","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=14047"},"modified":"2025-12-08T11:18:45","modified_gmt":"2025-12-08T14:18:45","slug":"diabetes-de-inicio-recente-apos-os-50-anos-pode-estar-relacionada-a-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=14047","title":{"rendered":"Diabetes de in\u00edcio recente ap\u00f3s os 50 anos pode estar relacionada a c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/11\/mulher-de-alto-angulo-verificando-os-niveis-de-glicose.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Estudos recentes descobriram que o aparecimento de diabetes mellitus de in\u00edcio recente, que surge de forma r\u00e1pida e sem motivo aparente, em adultos acima de 50 anos pode ter rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e2ncer ou tumor de p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>Em pesquisa publicada em julho na revista Gastroenterology, a diabetes de in\u00edcio recente come\u00e7ou em m\u00e9dia oito meses antes do diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer. Os pesquisadores tamb\u00e9m relataram que a incid\u00eancia de aparecimento de tumor nesses pacientes foi 4,6 vezes maior do que a taxa esperada na popula\u00e7\u00e3o de risco m\u00e9dio dos EUA.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser sempre causal direta, mas os tumores se apresentam como fator de risco. A endocrinologista Lyz Helena Aires Lopes explica que, como o p\u00e2ncreas \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que produz insulina, o desenvolvimento de um tumor pode alterar a produ\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o da insulina, causando diabetes.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Por outro lado, uma diabetes que surge de forma repentina em adultos, especialmente acima dos 50 anos, pode ser um dos primeiros sinais de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas, muitas vezes meses antes do tumor ser detect\u00e1vel por sintomas cl\u00e1ssicos.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Com 10.980 novos casos e 13.507 mortes por ano, segundo o Inca (Instituto Nacional de C\u00e2ncer), o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 geralmente agressivo e de dif\u00edcil diagn\u00f3stico. Nos est\u00e1gios iniciais, esse tipo de c\u00e2ncer n\u00e3o tem sintomas, adiando o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Por esse motivo, Lopes diz que os estudos melhoram a qualidade da avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, j\u00e1 que traz um marcador de aten\u00e7\u00e3o para a investiga\u00e7\u00e3o. Para ela, a rela\u00e7\u00e3o estabelecida permite o m\u00e9dico avaliar o p\u00e2ncreas com mais aten\u00e7\u00e3o, realizar exames de imagem e de sangue direcionados e perceber mudan\u00e7as antes que causem sintomas e garantir que a sa\u00fade do paciente esteja sendo monitorada de forma integral.<\/p>\n<p>Felipe Coimbra, l\u00edder do Centro de Refer\u00eancia de Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center, diz que a idade de risco para o tumor de p\u00e2ncreas \u00e9 a partir de 60 ou 70 anos. Mas, como os estudos indicam que pessoas a partir de 50 anos com diabetes recente devem ser avaliadas, tamb\u00e9m se considera um grupo de maior risco.<\/p>\n<p>Outro fator de risco importante \u00e9 o quanto o paciente perdeu de peso, afirma o m\u00e9dico. Ou seja, quanto maior a perda, mais preocupante. Al\u00e9m da idade e da perda de peso, a varia\u00e7\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o da glicose deve ser um fator de risco considerado.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Pacientes de alto risco, que s\u00e3o os acima de 50 anos, que desenvolveram diabetes nos \u00faltimos tr\u00eas anos, t\u00eam um risco seis vezes maior em rela\u00e7\u00e3o ao restante da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Coimbra. &#8220;Eles devem ser investigados, fazendo exames de rastreamento e preven\u00e7\u00e3o, para que seja poss\u00edvel fazer um diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce, nesse caso, \u00e9 fundamental para um progn\u00f3stico positivo da doen\u00e7a. O m\u00e9dico cirurgi\u00e3o Rodrigo Surjan, especialista em tumores pancre\u00e1ticos e hep\u00e1ticos, diz que a detec\u00e7\u00e3o do tumor nas fases iniciais possibilita o tratamento cir\u00fargico, que, segundo ele, \u00e9 a \u00fanica forma que propicia chances reais de cura.<\/p>\n<p>&#8220;Infelizmente, por ser um tipo de tumor que muitas vezes se desenvolve silenciosamente, geralmente apenas 20% dos pacientes s\u00e3o candidatos \u00e0 cirurgia logo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico&#8221;, afirma. Por este motivo, ele diz que estrat\u00e9gias de detec\u00e7\u00e3o precoce como investigar perante surgimento da diabetes de in\u00edcio recente, especialmente em grupos de risco, podem ajudar.<\/p>\n<p>Surjan diz que, mesmo com o mesmo tipo de tumor, cada caso vai apresentar caracter\u00edsticas diferentes de avan\u00e7o e agressividade. Alguns pacientes j\u00e1 apresentam um caso grave dois ou tr\u00eas meses ap\u00f3s o in\u00edcio, outros podem demorar at\u00e9 um ano.<\/p>\n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico para a cirurgia, diz o m\u00e9dico, a cirurgia n\u00e3o \u00e9 afetada pelo diagn\u00f3stico de diabetes relacionado ao c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas. &#8220;A n\u00e3o ser pelos riscos cir\u00fargicos que existem em todos os tipos de procedimentos para pacientes diab\u00e9ticos, como infec\u00e7\u00e3o, complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares, dificuldade de cicatriza\u00e7\u00e3o e maior risco anest\u00e9sico.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/446941\/diabetes-de-inicio-recente-apos-os-50-anos-pode-estar-relacionada-a-cancer<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos recentes descobriram que o aparecimento de diabetes mellitus de in\u00edcio recente, que surge de forma r\u00e1pida e sem motivo aparente, em adultos acima de 50 anos pode ter rela\u00e7\u00e3o com o c\u00e2ncer ou tumor de p\u00e2ncreas. 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