{"id":13686,"date":"2025-12-02T10:24:05","date_gmt":"2025-12-02T13:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=13686"},"modified":"2025-12-02T10:24:05","modified_gmt":"2025-12-02T13:24:05","slug":"alteracoes-no-olfato-podem-ser-sinal-precoce-de-alzheimer-aponta-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=13686","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es no olfato podem ser sinal precoce de Alzheimer, aponta novo estudo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/12\/respira%C3%A7%C3%A3o_nariz.jpg\" alt=\"\" \/>Voc\u00ea j\u00e1 teve, ou conhece algu\u00e9m que tenha passado por perda de olfato? Muita gente associa esse sintoma \u00e0 Covid-19, mas a dificuldade de sentir cheiros pode surgir por diversos motivos \u2014 e, em alguns casos, exige aten\u00e7\u00e3o especial. Uma nova pesquisa publicada na Nature Communications refor\u00e7a esse alerta ao mostrar que<strong>\u00a0altera\u00e7\u00f5es no olfato podem ser um dos primeiros sinais da doen\u00e7a de Alzheimer<\/strong>, aparecendo at\u00e9 antes de qualquer falha de mem\u00f3ria. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Lu\u00eds Maximiliano, em Munique, analisou modelos animais e tecidos cerebrais humanos e demonstrou que os circuitos respons\u00e1veis por interpretar cheiros sofrem mudan\u00e7as muito precoces no processo neurodegenerativo.<\/p>\n<p>Para a Dra. Camila Marinho, otorrinolaringologista de Pernambuco, essa descoberta refor\u00e7a algo que a pr\u00e1tica cl\u00ednica j\u00e1 indicava: a perda de olfato vai muito al\u00e9m das causas respirat\u00f3rias. \u201c\u00c9 verdade que a Covid-19 deixou esse sintoma famoso, mas muitas outras situa\u00e7\u00f5es podem afetar nosso olfato\u201d, afirma. Segundo ela, infec\u00e7\u00f5es comuns como gripes e resfriados, rinite mal controlada, sinusite cr\u00f4nica, p\u00f3lipos nasais, traumas na cabe\u00e7a, envelhecimento e at\u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o prolongada a qu\u00edmicos irritantes, como cloro e inseticidas, podem prejudicar a percep\u00e7\u00e3o dos cheiros.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDoen\u00e7as neurol\u00f3gicas tamb\u00e9m entram nessa lista. Em alguns casos, a perda de olfato pode ser o primeiro sinal de condi\u00e7\u00f5es como Alzheimer ou Parkinson\u201d, refor\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa variedade de possibilidades torna essencial saber quando a perda olfativa merece aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica imediata. \u201cSe o olfato desaparecer de repente, vier acompanhado de dor de cabe\u00e7a forte, altera\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o ou desequil\u00edbrio, ou se houver hist\u00f3rico de trauma na cabe\u00e7a, \u00e9 fundamental procurar um otorrino o quanto antes\u201d, orienta a especialista. Ela tamb\u00e9m destaca sinais adicionais: \u201cA perda de olfato que n\u00e3o melhora ap\u00f3s algumas semanas, ou que surge sem nariz entupido ou secre\u00e7\u00e3o, precisa ser investigada. E aten\u00e7\u00e3o especial para distor\u00e7\u00f5es do olfato, como sentir cheiros que n\u00e3o existem ou perceber odores comuns como queimado ou podre.\u201d<\/p>\n<p>Quando a perda \u00e9 progressiva e ocorre sem sintomas nasais, a suspeita de causa neurol\u00f3gica aumenta. A m\u00e9dica explica que isso acontece porque pode haver comprometimento dos nervos ou das \u00e1reas do c\u00e9rebro respons\u00e1veis por interpretar os cheiros. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o cresce quando o paciente apresenta tremores, altera\u00e7\u00f5es de mem\u00f3ria, dificuldade de racioc\u00ednio ou mudan\u00e7as de comportamento. Esses sinais podem indicar que o problema n\u00e3o est\u00e1 no nariz, mas nas vias cerebrais do olfato.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Alzheimer, outras condi\u00e7\u00f5es podem se manifestar por meio da perda olfativa. \u201cNa doen\u00e7a de Parkinson, muitas vezes o olfato diminui anos antes dos sintomas motores\u201d, lembra a otorrino. Ela destaca ainda que quadros de depress\u00e3o, esclerose m\u00faltipla e at\u00e9 tumores cerebrais podem afetar o sistema olfativo. \u201cNo caso da esclerose m\u00faltipla, por exemplo, o nariz pode estar completamente desobstru\u00eddo, mas o c\u00e9rebro n\u00e3o consegue processar bem os odores. A perda pode ser flutuante e piorar durante os surtos.\u201d<\/p>\n<p>Para investigar o quadro, existem testes espec\u00edficos que medem a capacidade de sentir e identificar cheiros. \u201cO mais utilizado \u00e9 o SmellTest, vers\u00e3o brasileira adaptada do teste de Connecticut\u201d, explica. Ela tamb\u00e9m comenta as inova\u00e7\u00f5es recentes: \u201cUma novidade muito interessante \u00e9 o Multiscent, um teste digital criado por pesquisadores brasileiros, que aplica est\u00edmulos olfativos por meio de um iPad e registra as respostas do paciente de forma interativa\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento, a abordagem depende diretamente da causa. Inflama\u00e7\u00f5es, alergias, sinusite e rinite geralmente t\u00eam boa resposta quando o processo inflamat\u00f3rio \u00e9 controlado. Obstru\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, como p\u00f3lipos e desvios importantes de septo, podem exigir cirurgia. Les\u00f5es nos nervos ap\u00f3s Covid-19 ou traumas tamb\u00e9m t\u00eam potencial de melhora, embora mais lenta. \u201cO treinamento olfativo funciona como uma \u2018fisioterapia para o nariz\u2019. \u00c9 cientificamente comprovado e pode ajudar muito, principalmente ap\u00f3s gripes, sinusites ou Covid. Mas \u00e9 um processo que exige paci\u00eancia, porque a melhora pode levar de tr\u00eas a seis meses\u201d, explica. O m\u00e9todo consiste em inspirar fragr\u00e2ncias espec\u00edficas duas vezes ao dia, com foco e concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A revers\u00e3o da perda de olfato \u00e9 poss\u00edvel em muitos casos, mas depende de fatores como idade, tempo de evolu\u00e7\u00e3o do quadro e causa do problema. \u201cDanos mais severos aos nervos, como os provocados por traumatismos cranianos graves ou doen\u00e7as neurol\u00f3gicas degenerativas, podem levar a perdas permanentes\u201d, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o, a mensagem da otorrino \u00e9 clara: n\u00e3o normalizar o sintoma. \u201cO olfato \u00e9 muito mais do que sentir o cheiro de um perfume ou de uma comida gostosa. Ele nos protege \u2014 avisa sobre g\u00e1s, fuma\u00e7a, alimento estragado \u2014 e est\u00e1 ligado \u00e0s nossas mem\u00f3rias e ao prazer de comer\u201d, destaca. \u201cSe voc\u00ea notar que seu olfato diminuiu, desapareceu ou est\u00e1 distorcido, procure um otorrinolaringologista. Investigar a causa \u00e9 o primeiro passo para encontrar o tratamento certo e recuperar sua qualidade de vida\u201d, finaliza a Dra. Camila Marinho, otorrinolaringologista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/446610\/alteracoes-no-olfato-podem-ser-sinal-precoce-de-alzheimer-aponta-novo-estudo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 teve, ou conhece algu\u00e9m que tenha passado por perda de olfato? 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