{"id":13522,"date":"2025-11-29T13:16:17","date_gmt":"2025-11-29T16:16:17","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=13522"},"modified":"2025-11-29T13:16:17","modified_gmt":"2025-11-29T16:16:17","slug":"com-endividamento-elevado-14-dos-brasileiros-usam-poupanca-em-gastos-correntes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=13522","title":{"rendered":"Com endividamento elevado, 14% dos brasileiros usam poupan\u00e7a em gastos correntes"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/11\/WhatsApp_Image_2025-11-29_at_13_05_07.jpeg\" alt=\"\" \/>A propor\u00e7\u00e3o de consumidores usando recursos da poupan\u00e7a para quitar despesas correntes ficou em 14,0% em novembro, na m\u00e9trica de m\u00e9dias m\u00f3veis trimestrais. Embora tenha havido ligeira melhora ante o desempenho de outubro, quando 14,2% dos consumidores estavam nessa situa\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar m\u00e3o das economias para pagamentos de contas, a propor\u00e7\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o permaneceu na faixa considerada &#8220;alta&#8221; pelo segundo m\u00eas consecutivo.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o de um quesito da Sondagem do Consumidor, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), obtidos pelo Broadcast, sistema de not\u00edcias em tempo real do Grupo Estado.<\/p>\n<p>Segundo a FGV, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas usando a poupan\u00e7a no pagamento de despesas correntes \u00e9 considerada &#8220;alta&#8221; na faixa entre 13,4% e 14,2%. Essa incid\u00eancia \u00e9 considerada &#8220;muito alta&#8221; quando a propor\u00e7\u00e3o de consumidores nessa situa\u00e7\u00e3o ultrapassa 14,3% ou mais.<\/p>\n<p>Ou seja, o resultado de novembro permanece pelo segundo m\u00eas consecutivo muito pr\u00f3ximo \u00e0 faixa &#8220;muito alta&#8221;, alcan\u00e7ando os patamares mais elevados desde 2022.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de ter calibrado em novembro ante outubro, esse indicador tem piorado nos \u00faltimos meses. O que acende at\u00e9 um sinal de alerta&#8221;, avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre\/FGV.<\/p>\n<p>A pesquisadora lembra que o cen\u00e1rio atual \u00e9 de inadimpl\u00eancia e endividamento j\u00e1 elevados, com a taxa b\u00e1sica de juros no patamar de 15,00% ao ano acarretando um encarecimento de d\u00edvidas. Ela v\u00ea o aumento recente na confian\u00e7a do consumidor como possivelmente passageiro.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Consumidor (ICC) avan\u00e7ou 1,3 ponto em novembro ante outubro, na s\u00e9rie que desconta influ\u00eancias sazonais, para o patamar de 89,8 pontos, o maior n\u00edvel desde dezembro de 2024. O resultado representa a terceira alta consecutiva, mas Gouveia prev\u00ea chances de novo arrefecimento j\u00e1 no curto prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Essa confian\u00e7a est\u00e1 melhorando muito por conta de o mercado de trabalho continuar forte, e, principalmente, por conta da infla\u00e7\u00e3o que tem desacelerado na ponta gradualmente. Isso tem ajudado o consumidor a ter uma percep\u00e7\u00e3o melhor para o presente e para o futuro. Essa melhora est\u00e1 nos dois horizontes, mas, provavelmente, n\u00e3o vai ser sustentada por tantos meses. Talvez no curto prazo, j\u00e1 para o ano que vem, pode ser que essa trajet\u00f3ria de melhora seja interrompida, dado que a gente tem um contexto de endividamento e inadimpl\u00eancia muito elevados com uma taxa de juros a 15%. Ent\u00e3o tamb\u00e9m acaba que a taxa de juros por si s\u00f3 tem um efeito de desestimular a economia, e, al\u00e9m disso, encarece d\u00edvidas, etc.. Ent\u00e3o tudo isso pode fazer com que a confian\u00e7a caia&#8221;, complementou.<\/p>\n<p>Em novembro, o \u00cdndice de Situa\u00e7\u00e3o Atual (ISA) da Confian\u00e7a do Consumidor subiu 1,8 ponto, para 84,8 pontos, o maior n\u00edvel desde dezembro de 2014. J\u00e1 o \u00cdndice de Expectativas (IE) aumentou 1,0 ponto, para 93,8 pontos.<\/p>\n<p>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias brasileiras com d\u00edvidas subiu a 79,5% em outubro, maior patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2010. A fatia de fam\u00edlias inadimplentes se manteve em outubro no \u00e1pice hist\u00f3rico de 30,5% j\u00e1 alcan\u00e7ado em setembro. Al\u00e9m disso, houve um recorde de 13,2% das fam\u00edlias brasileiras afirmando que n\u00e3o ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de pagar suas d\u00edvidas em atraso, ou seja, que permanecer\u00e3o inadimplentes. Os dados s\u00e3o da Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic).<\/p>\n<p>Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o bom momento do mercado de trabalho n\u00e3o tem sido suficiente para frear o avan\u00e7o na inadimpl\u00eancia devido ao elevado patamar atual dos juros. Como consequ\u00eancia, o com\u00e9rcio varejista j\u00e1 estaria percebendo uma desacelera\u00e7\u00e3o das vendas. A CNC projeta que a propor\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias endividadas aumente em 3,3 pontos porcentuais at\u00e9 o fim deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimpl\u00eancia subiria 1,5 ponto porcentual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/446474\/com-endividamento-elevado-14-dos-brasileiros-usam-poupanca-em-gastos-correntes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A propor\u00e7\u00e3o de consumidores usando recursos da poupan\u00e7a para quitar despesas correntes ficou em 14,0% em novembro, na m\u00e9trica de m\u00e9dias m\u00f3veis trimestrais. 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