{"id":12510,"date":"2025-11-11T10:32:15","date_gmt":"2025-11-11T13:32:15","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=12510"},"modified":"2025-11-11T10:32:15","modified_gmt":"2025-11-11T13:32:15","slug":"controle-de-hipertensao-e-outros-quatro-fatores-prolonga-vida-em-ate-14-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=12510","title":{"rendered":"Controle de hipertens\u00e3o e outros quatro fatores prolonga vida em at\u00e9 14 anos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/11\/hipertens%C3%A3o.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O controle da hipertens\u00e3o arterial, hiperlipidemia (conhecida como colesterol alto), diabetes, obesidade ou sobrepeso e tabagismo prolonga a vida em at\u00e9 14 anos, de acordo com um estudo publicado no The New England Journal of Medicine. Segundo os pesquisadores, a aus\u00eancia desses indicadores \u00e9 associada a 13,3 anos a mais de tempo livre de doen\u00e7as cardiovasculares para mulheres e 10,6 para homens.<\/p>\n<p>Os\u00a0<strong>cinco fatores control\u00e1veis apontados pelo estudo s\u00e3o respons\u00e1veis por aproximadamente 50% do risco global de doen\u00e7as cardiovasculares, comuns em pessoas acima de 50 anos.\u00a0<\/strong>Caso h\u00e1bitos que combatam o desenvolvimento dessas condi\u00e7\u00f5es sejam tomados na meia idade, ma partir dos 40 anos, o tempo vital pode ser aumentado em at\u00e9 14,5 anos para mulheres e 11,8 anos para homens.<\/p>\n<p>Os resultados mostram que a mudan\u00e7a comportamental entre os 55 e 60 anos gera o maior benef\u00edcio. Controlar a hipertens\u00e3o nessa faixa d\u00e1 o maior aumento de per\u00edodo sem doen\u00e7as cardiovasculares, e deixar de fumar prorroga a morte por mais anos. A\u00a0<strong>aus\u00eancia de diabetes indicou uma diferen\u00e7a de 6,4 anos para mulheres e 5,8 para homens<\/strong>, bem como\u00a0<strong>n\u00e3o fumar impacta 5,6 anos para mulheres e 5,1 para homens.<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas, liderados pela Universidade de Hamburgo, coletaram dados de mais de 2 milh\u00f5es de participantes em 39 pa\u00edses de seis continentes. &#8220;A diversidade de contextos e culturas \u00e9 fundamental pois reflete risco mais realista e abrangente. Isso significa que os dados representam diferentes grupos e realidades&#8221;, explica a professora de medicina da UPF (Universidade de Passo Fundo) e uma das autoras do artigo, Karen Oppermann. &#8220;Essa heterogeneidade confere ao estudo for\u00e7a e precis\u00e3o muito maiores, tornando os resultados especialmente relevantes para compreender o impacto dos fatores de risco no mundo real.&#8221;<\/p>\n<p>Dentre os pacientes, est\u00e3o 350 mulheres na menopausa de Passo Fundo e 1,7 mil pessoas monitoradas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Estas concederam informa\u00e7\u00f5es para o EpiFloripa (Condi\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade de Adultos e Idosos de Florian\u00f3polis).<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o sobre sa\u00fade populacional. Se h\u00e1 mudan\u00e7a comportamental em algum indiv\u00edduo, n\u00e3o quer dizer que viver\u00e1 exatamente mais 14 anos \u0097pode ser mais ou pode at\u00e9 ter um infarto sem nenhum dos cinco crit\u00e9rios de risco.<\/p>\n<p>A professora do Departamento de Sa\u00fade P\u00fablica da UFSC Eleonora d&#8217;Orsi, uma das autoras do artigo, diz que o Estado deve atuar para mitigar os fatores. As doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o a principal causa de morte no mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Todos os fatores t\u00eam pol\u00edticas p\u00fablicas implementadas e funcionando pelo SUS. Acho que n\u00e3o tem outro pa\u00eds com essas pol\u00edticas de forma t\u00e3o sistematizadas, mesmo o Canad\u00e1 e a Inglaterra, que t\u00eam sistema p\u00fablico de sa\u00fade&#8221;, diz.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela cita o combate brasileiro ao fumo como exemplo. &#8220;O Brasil tem a pol\u00edtica p\u00fablica de redu\u00e7\u00e3o de tabagismo mais bem-sucedida.&#8221; Ademais, h\u00e1 protocolos para o combate \u00e0 hipertens\u00e3o que incluem, inclusive, mudan\u00e7as de comportamento e dietas e &#8220;afetam outros fatores de risco, como, por exemplo, a obesidade e diabetes&#8221;. A presen\u00e7a de academias de rua e educadores f\u00edsicos tamb\u00e9m \u00e9 importante, argumenta.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o iniciativas simples, mas que exigem profissionais capacitados e engajados nessa grande miss\u00e3o de reduzir o risco cardiovascular \u0097a principal causa de mortalidade entre homens e mulheres&#8221;, diz Oppermann.<\/p>\n<p>E fatores socioecon\u00f4micos est\u00e3o ligados ao desenvolvimento das enfermidades. Isso porque a popula\u00e7\u00e3o mais pobre tende a, por exemplo, consumir mais alimentos ultraprocessados, de acordo com estudo de 2022 da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo. O consumo desses produtos est\u00e1 associado ao risco de contrair quatro dos fatores, conforme diversas pesquisas apontaram nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Muitos estudos mostram que desigualdades sociais \u0097como renda, qualidade de moradia, trabalho, transporte e acesso \u00e0 sa\u00fade e servi\u00e7os\u0096 t\u00eam impacto muito grande na preval\u00eancia de fatores de risco.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Mesmo assim, d&#8217;Orsi fala que os resultados inspiram esperan\u00e7a porque significam que quem abandona maus-h\u00e1bitos ap\u00f3s os 50 anos ainda tem chance de recuperar anos de vida.<\/p>\n<p>Para o tabagismo a regra \u00e9 clara: n\u00e3o fumar. Inexiste quantidade segura de cigarros, mostra estudo do Instituto Nacional do C\u00e2ncer dos Estados Unidos publicado em 2017 no peri\u00f3dico Jama International Medicine. Mesmo quem fuma uma vez ao dia \u0096ou menos\u0096 tem chances de morte prematura. Al\u00e9m das doen\u00e7as cardiovasculares, as subst\u00e2ncias encontradas no cigarro impulsionam outras enfermidades, como o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, enfisema etc.<\/p>\n<p>A professora do Departamento de Fisiologia da UFSC Jamaira Victorio, que n\u00e3o fez parte do estudo, diz que a amplitude de dados pode impactar a exatid\u00e3o dos resultados, inclusive pela desigualdade de informa\u00e7\u00f5es advindas de diversas regi\u00f5es, fazendo com que faltem informa\u00e7\u00f5es. Faz parte, ainda mais quando a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 a n\u00edvel global. &#8220;\u00c9 interessante que o trabalho re\u00fana todas as informa\u00e7\u00f5es utilizando modelagens estat\u00edsticas para comparar dados.&#8221;<\/p>\n<p>De todo modo, considera que o resultado \u00e9 &#8220;sensacional&#8221; e diz que, para al\u00e9m da mudan\u00e7a de h\u00e1bito a partir dos 50 anos, as descobertas deveriam ser utilizadas pelo Estado e por pais com o objetivo de preparar jovens para o envelhecimento.<\/p>\n<p>Opperman, da UPF, conta que o projeto avan\u00e7ar\u00e1 para nova fase, que incluir\u00e1 novas vari\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/445339\/controle-de-hipertensao-e-outros-quatro-fatores-prolonga-vida-em-ate-14-anos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O controle da hipertens\u00e3o arterial, hiperlipidemia (conhecida como colesterol alto), diabetes, obesidade ou sobrepeso e tabagismo prolonga a vida em at\u00e9 14 anos, de acordo com um estudo publicado no The New England Journal of Medicine. 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