{"id":11609,"date":"2025-10-24T12:41:12","date_gmt":"2025-10-24T15:41:12","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=11609"},"modified":"2025-10-24T12:41:12","modified_gmt":"2025-10-24T15:41:12","slug":"autismo-sociedade-medica-lanca-novas-recomendacoes-para-diagnostico-e-terapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=11609","title":{"rendered":"Autismo: sociedade m\u00e9dica lan\u00e7a novas recomenda\u00e7\u00f5es para diagn\u00f3stico e terapia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/10\/autismo_crian%C3%A7a_brincadeira.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) lan\u00e7ou um documento com novas recomenda\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico e o cuidado de crian\u00e7as com transtorno do espectro autista (TEA).<\/p>\n<p>A vers\u00e3o anterior do documento era de 2021 e muitos estudos relacionados ao autismo foram publicados de l\u00e1 para c\u00e1, explica Erasmo Casella, membro do Departamento Cient\u00edfico de Transtornos de Neurodesenvolvimento da SBNI e um dos autores da atualiza\u00e7\u00e3o. &#8220;O objetivo \u00e9 tentar posicionar onde tem e onde n\u00e3o tem evid\u00eancia&#8221;, destaca.<\/p>\n<h2><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h2>\n<p>O documento ressalta que n\u00e3o h\u00e1 marcador biol\u00f3gico para o autismo, ou seja, ele n\u00e3o pode ser detectado por exames laboratoriais. O diagn\u00f3stico depende da observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e da an\u00e1lise do comportamento e do desenvolvimento da crian\u00e7a em diferentes contextos, e a SBNI recomenda que a investiga\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica ocorra o quanto antes.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico pode ser feito a partir dos 14 a 16 meses de idade, com apoio de novas tecnologias de rastreio, como dispositivos de rastreamento visual. Nos Estados Unidos, os equipamentos foram recentemente aprovados pela Food and Drug Administration (FDA, ag\u00eancia similar \u00e0 Anvisa).<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m amplia as recomenda\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, sugerindo o uso de microarranjo gen\u00f4mico (exame que permite detectar duplica\u00e7\u00f5es e perdas de segmentos de DNA) e, em alguns casos, sequenciamento completo do exoma (exame capaz de analisar as regi\u00f5es do DNA codificadoras de prote\u00ednas e indicar muta\u00e7\u00f5es), quando houver suspeita cl\u00ednica ou hist\u00f3rico familiar relevante.<\/p>\n<p>Outra recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso escala M-CHAT, um question\u00e1rio utilizado para rastrear sinais precoces de autismo em crian\u00e7as pequenas.<\/p>\n<p>O teste \u00e9 composto por perguntas que avaliam o comportamento da crian\u00e7a, como a forma como reage quando \u00e9 chamada pelo nome e se gosta de brincar com outras pessoas. Entre as perguntas da escala est\u00e3o questionamentos como:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Se voc\u00ea apontar para algum objeto no quarto, o seu filho olha para esse objeto?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O seu filho aponta com o dedo para pedir algo ou para conseguir ajuda?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O seu filho fica muito incomodado com barulhos do dia a dia? (Por exemplo, seu filho grita ou chora ao ouvir barulhos como os de liquidificador ou de m\u00fasica alta?)&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>No Brasil, a aplica\u00e7\u00e3o de protocolo para avalia\u00e7\u00e3o de riscos para o desenvolvimento ps\u00edquico das crian\u00e7as \u00e9 obrigat\u00f3ria pela Lei Federal n\u00ba 13.438\/2017 e, em setembro deste ano, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou a recomenda\u00e7\u00e3o de uso da M-CHAT para identificar sinais de autismo em crian\u00e7as de 16 a 30 meses de idade em todas as unidades de sa\u00fade do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Assim como a gente tem uma recomenda\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio vacinal, que vacinas t\u00eam de ser dadas a partir de tantos meses, isso \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o para que nas primeiras consultas j\u00e1 se observe alguma altera\u00e7\u00e3o sobre crescimento e desenvolvimento. E, a partir de 16 meses de idade, se aplique esse protocolo, esse instrumento de rastreamento&#8221;, disse o ministro Alexandre Padilha durante o an\u00fancio da ado\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do teste.<\/p>\n<h2><strong>Telas e autism-like syndrome<\/strong><\/h2>\n<p>O documento cita que a exposi\u00e7\u00e3o precoce e intensa a telas, especialmente em crian\u00e7as pequenas, pode levar ao aparecimento de sinais semelhantes aos do autismo, como atraso de fala, isolamento, falta de contato visual, irritabilidade e dificuldades de intera\u00e7\u00e3o. Esse quadro \u00e9 chamado no texto de &#8220;autism-like syndrome&#8221;.<\/p>\n<p>A SBNI, no entanto, ressalta que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o causal direta entre o uso de telas e o transtorno do espectro autista. Mas a falta de est\u00edmulos adequados pode contribuir para dificuldades comportamentais.<\/p>\n<h2><strong>Medica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n<p>O documento deixa claro que n\u00e3o existe medicamento capaz de tratar o autismo &#8211; apenas sintomas ou condi\u00e7\u00f5es associadas. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o tratamento farmacol\u00f3gico dos quadros associados seja feito com cautela, sempre como complemento \u00e0s interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas e educacionais, e nunca como substituto dessas abordagens.<\/p>\n<p>Segundo o texto, o uso de medicamentos pode ser indicado em casos espec\u00edficos, como irritabilidade intensa, agressividade, hiperatividade, dist\u00farbios do sono, ansiedade ou sintomas obsessivo-compulsivos, mas deve ser avaliado com cuidado caso a caso.<\/p>\n<p>Entre os rem\u00e9dios citados est\u00e3o os antipsic\u00f3ticos at\u00edpicos risperidona (indicada para crian\u00e7as a partir dos cinco anos de idade) e aripiprazol (a partir dos seis anos), os \u00fanicos com aprova\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) para uso por pessoas com autismo, especificamente no controle da irritabilidade e de comportamentos agressivos.<\/p>\n<p>&#8220;Outros antipsic\u00f3ticos podem ser necess\u00e1rios em casos de refratariedade cl\u00ednica, embora sob uso off-label&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p>Sobre o uso de canabidiol (CBD) por pacientes com TEA, Casella destaca que a postura adotada \u00e9 de cautela. Como n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas suficientes sobre a efic\u00e1cia da subst\u00e2ncia junto a esse p\u00fablico, a SBNI entende que o CBD n\u00e3o deve ser considerado parte das condutas terap\u00eauticas baseadas em evid\u00eancias, e que seu uso deve ser avaliado com extrema prud\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/444278\/autismo-sociedade-medica-lanca-novas-recomendacoes-para-diagnostico-e-terapia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) lan\u00e7ou um documento com novas recomenda\u00e7\u00f5es para o diagn\u00f3stico e o cuidado de crian\u00e7as com transtorno do espectro autista (TEA). 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