{"id":10978,"date":"2025-10-13T15:40:44","date_gmt":"2025-10-13T18:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=10978"},"modified":"2025-10-13T15:40:44","modified_gmt":"2025-10-13T18:40:44","slug":"perda-auditiva-e-o-principal-fator-de-risco-modificavel-para-demencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=10978","title":{"rendered":"Perda auditiva \u00e9 o principal fator de risco modific\u00e1vel para dem\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/10\/audi%C3%A7%C3%A3o_ouvido_idoso.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Pouca gente sabe, mas a perda auditiva est\u00e1 diretamente associada ao risco de desenvolver dem\u00eancia. Estudos apontam que a defici\u00eancia auditiva \u00e9 o fator de risco mais importante e modific\u00e1vel para a doen\u00e7a, superando at\u00e9 tabagismo e depress\u00e3o. De acordo com pesquisas citadas pela Dra. K\u00e1tia Virginia, otorrinolaringologista, ela est\u00e1 relacionada a at\u00e9 8% dos casos de dem\u00eancia no mundo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA defici\u00eancia auditiva afeta mais de 40% da popula\u00e7\u00e3o com idade igual ou superior a 50 anos e cerca de 71% dos indiv\u00edduos acima de 70 anos. \u00c9 o fator mais proeminente para dem\u00eancia entre os 12 fatores modific\u00e1veis j\u00e1 identificados\u201d, explica a especialista.<\/p><\/blockquote>\n<p>A m\u00e9dica destaca que a dificuldade de ouvir impacta diretamente o funcionamento cerebral. \u201cA perda auditiva provoca atrofia em \u00e1reas do c\u00e9rebro respons\u00e1veis por processar sons, como o lobo temporal, e causa sobrecarga em outras regi\u00f5es, que precisam se adaptar para suprir o d\u00e9ficit. Isso leva \u00e0 sobrecarga cognitiva, acelera o envelhecimento cerebral e aumenta o risco de doen\u00e7as como Alzheimer\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Entre as causas da perda auditiva est\u00e3o fatores gen\u00e9ticos, infec\u00e7\u00f5es durante a gesta\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o a sons intensos, doen\u00e7as sist\u00eamicas como diabetes e hipertens\u00e3o, uso de medicamentos otot\u00f3xicos e, principalmente, o envelhecimento natural das c\u00e9lulas sensoriais. \u201c\u00c9 importante investigar a audi\u00e7\u00e3o desde cedo. A triagem auditiva neonatal, obrigat\u00f3ria por lei em todo rec\u00e9m-nascido, conhecida como \u201cteste da orelhinha\u201d, visa rastrear precocemente a perda auditiva e possibilitar interven\u00e7\u00e3o precoce, prevenindo atrasos de linguagem e fala. Nos adultos, a avalia\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar a partir dos 40 anos, mesmo sem queixas\u201d, orienta.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, os sinais que merecem aten\u00e7\u00e3o incluem dificuldade para compreender conversas, aumento excessivo do volume da televis\u00e3o, isolamento social, irritabilidade, ansiedade e presen\u00e7a de zumbido. \u201cMuitas vezes o paciente passa a responder de forma desconexa, porque n\u00e3o ouviu bem, e acaba se isolando por n\u00e3o conseguir acompanhar intera\u00e7\u00f5es. Esse isolamento, somado \u00e0 priva\u00e7\u00e3o auditiva, acelera ainda mais o decl\u00ednio cognitivo\u201d, alerta a Dra. K\u00e1tia.<\/p>\n<p>O uso de aparelhos auditivos \u00e9 apontado como uma das formas mais eficazes de reduzir o risco de dem\u00eancia. \u201cO aparelho melhora a comunica\u00e7\u00e3o, devolve est\u00edmulos sonoros ao c\u00e9rebro e ajuda a evitar o desgaste cognitivo. Associado \u00e0 terapia fonoaudiol\u00f3gica, proporciona reabilita\u00e7\u00e3o auditiva e melhora significativa da qualidade de vida\u201d, explica.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 fundamental tanto em crian\u00e7as quanto em adultos. \u201cNa inf\u00e2ncia, ele possibilita o desenvolvimento adequado da linguagem e da socializa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no idoso, ajuda a prevenir doen\u00e7as degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e a reduzir problemas de sa\u00fade mental, como depress\u00e3o e ansiedade\u201d, refor\u00e7a a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>A mensagem final da especialista \u00e9 clara: \u201cProcure ajuda o quanto antes. A perda auditiva pode ter tratamento mais simples se identificada cedo. Os est\u00edmulos sensoriais \u2013 vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, tato, olfato e paladar \u2013 s\u00e3o vitais para mantermos a qualidade de vida e retardarmos o envelhecimento cerebral. Ignorar a perda auditiva \u00e9 abrir caminho para o decl\u00ednio cognitivo precoce\u201d, finaliza a Dra. K\u00e1tia Virginia, otorrinolaringologista de Pernambuco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/443571\/perda-auditiva-e-o-principal-fator-de-risco-modificavel-para-demencia<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouca gente sabe, mas a perda auditiva est\u00e1 diretamente associada ao risco de desenvolver dem\u00eancia. Estudos apontam que a defici\u00eancia auditiva \u00e9 o fator de risco mais importante e modific\u00e1vel para a doen\u00e7a, superando at\u00e9 tabagismo e depress\u00e3o. De acordo com pesquisas citadas pela Dra. 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