{"id":10071,"date":"2025-09-22T09:35:21","date_gmt":"2025-09-22T12:35:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=10071"},"modified":"2025-09-22T09:35:21","modified_gmt":"2025-09-22T12:35:21","slug":"cientistas-buscam-no-mar-respostas-sobre-o-adoecimento-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fatoelado.com\/?p=10071","title":{"rendered":"Cientistas buscam no mar respostas sobre o adoecimento do planeta"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cidadeverde.com\/assets\/uploads\/colecoes\/2\/2025\/09\/mar.jpeg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Identificar as consequ\u00eancias da polui\u00e7\u00e3o, do aquecimento global entre outros impactos ambientais, assim como apontar solu\u00e7\u00f5es com base cient\u00edfica, est\u00e1 no centro das atividades do programa \u201cFlorestas Marinhas para Sempre\u201d, proposta lan\u00e7ada\u00a0 esta semana em Fernando de Noronha (PE).<\/p>\n<p>As algas, recifes de corais e a vida marinha em geral, por um lado s\u00e3o respons\u00e1veis pelo planeta que herdamos, mas por outro s\u00e3o altamente atingidos pela irresponsabilidade humana, nos mais variados ataques ambientais que fazemos ao Planeta. Para termos uma ideia, os recifes de corais est\u00e3o passando por eventos de branqueamento sem precedentes, assim como muitas algas est\u00e3o cozinhando dentro do mar, com o aquecimento e acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Isso tudo traz consequ\u00eancias n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 vida marinha, mas tamb\u00e9m a n\u00f3s, humanos. Pois os oceanos s\u00e3o respons\u00e1veis, por exemplo, por captar boa parte do carbono, e filtrar a polui\u00e7\u00e3o. No entanto, a carga est\u00e1 indo al\u00e9m da capacidade de absor\u00e7\u00e3o dos mares.<\/p>\n<p>Nos estudos realizados durante esta semana em Fernando de Noronha, os pesquisadores registraram algas e invertebrados coloridos, no local chamado Laje Dois Irm\u00e3os, que \u00e9 habitado por peixes das mais distintas formas e cores. Os chamados sistemas recifais biog\u00eanicos, fazem parte dos estudos de oceanografia e ficologia (estudo das algas marinhas), realizados pelos cientistas.<\/p>\n<h3>Esp\u00e9cies invasoras<\/h3>\n<p>&#8220;Apesar de ter sido encontrada uma comunidade diversa e saud\u00e1vel, \u00e9 preocupante o aumento da abund\u00e2ncia da esp\u00e9cie invasora conhecida como Peixe Le\u00e3o, que pode afetar o equil\u00edbrio dessa natureza vibrante&#8221;, destaca o professor Carlos Ferreira, da Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n<p>J\u00e1 na Praia do Sueste, local com ocorr\u00eancia frequente de tartarugas e\u00a0 tubar\u00f5es, os pesquisadores estudaram tamb\u00e9m as pradarias marinhas ou bancos de gramas marinhas. Essa parte da pesquisa vai gerar dados para o doutorado do Ec\u00f3logo, Carlos Peixoto Dias, que tamb\u00e9m fez registros do manguezal \u00fanico que temos no local. Devido a presen\u00e7a constante dos tubar\u00f5es, em especial da esp\u00e9cie Tigre, os estudos tiveram apoio da equipe local do ICMbio, que acompanhou os pesquisadores e fez monitoramento pr\u00e9vio utilizando drone, para ent\u00e3o autorizar os mergulhos.<\/p>\n<p>\u201cNestes locais temos v\u00e1rios ecossistemas marinhos que chamamos de Florestas Marinhas, todos reunidos em um \u00fanico lugar, e todos interdependentes e vulner\u00e1veis. Estudamos ent\u00e3o o sistema todo do ponto de vista dos impactos antr\u00f3picos, ou seja, causados por seres humanos&#8221;, afirma o professor PHD, Paulo Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).<\/p>\n<h3><strong>Territ\u00f3rios e Marit\u00f3rios<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cEnquanto faz\u00edamos essas caracteriza\u00e7\u00f5es todas, embaixo d&#8217;\u00e1gua, uma das nossas colegas, a professora Mariana Bender, esteve com pescadores e participou da reuni\u00e3o do Conselho da Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o. Ou seja, a equipe representada esteve o dia inteiro em trabalho de campo, tentando promover esse que \u00e9 um dos ambientes das \u2018Florestas Marinhas para Sempre\u2019. Um programa multilateral onde todas as institui\u00e7\u00f5es trabalham de forma articulada, para a promo\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios e marit\u00f3rios mais resilientes, com adapta\u00e7\u00e3o, e mitiga\u00e7\u00e3o de todas as amea\u00e7as relacionadas \u00e0 crise clim\u00e1tica, e a polui\u00e7\u00e3o&#8221;, destaca o professor Paulo Horta.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do grupo \u00e9 que essas a\u00e7\u00f5es sirvam de exemplo para motivar outras regi\u00f5es do Brasil, e do mundo, \u00e0 implementar um programa como esse, que \u00e9 o Florestas Marinhas para Sempre.<\/p>\n<h3><strong>Ilhas oce\u00e2nicas brasileiras<\/strong><\/h3>\n<p>O grupo representa o instituto Coral Vivo, e tamb\u00e9m o PELD ILOC (Programa Ecol\u00f3gico de Longa Dura\u00e7\u00e3o nas ilhas oce\u00e2nicas), coordenado pelo professor Carlos Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, que conta com uma rede de cientistas brasileiros de v\u00e1rias universidades e organiza\u00e7\u00f5es que atuam na pesquisa da biodiversidade marinha das quatro ilhas oce\u00e2nicas brasileiras. Os pesquisadores trabalham e monitoram a vida marinha ao redor do Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, Atol das Rocas, Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha e do Arquip\u00e9lago de Trindade e Martin Vaz desde 2013.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal CidadeVerde.<br \/>\nConfira esta e outras mat\u00e9rias na \u00edntegra pelo link: https:\/\/cidadeverde.com\/noticias\/442320\/cientistas-buscam-no-mar-respostas-sobre-o-adoecimento-do-planeta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identificar as consequ\u00eancias da polui\u00e7\u00e3o, do aquecimento global entre outros impactos ambientais, assim como apontar solu\u00e7\u00f5es com base cient\u00edfica, est\u00e1 no centro das atividades do programa \u201cFlorestas Marinhas para Sempre\u201d, proposta lan\u00e7ada\u00a0 esta semana em Fernando de Noronha (PE). As algas, recifes de corais e a vida marinha em geral, por um lado s\u00e3o respons\u00e1veis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":10072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1472,42],"tags":[],"class_list":["post-10071","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","category-saude"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/fatoelado.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/mar.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10071"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10073,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10071\/revisions\/10073"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fatoelado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}